Opinião
AMM e municípios unidos no combate à pandemia
Publicado em: 05 de abril de 2021
Autor:Neurilan Fraga

As estatísticas assustadoras dos últimos dias que retratam o crescimento exponencial das notificações de casos e mortes provocados pela covid- 19 colocam os governantes de todas as esferas, as autoridades em saúde pública e a população brasileira em estado de alerta. Em Mato Grosso, os números são alarmantes, pois seguem a tendência nacional de aceleração das contaminações e óbitos em decorrência do novo coronavírus.

O endurecimento da pandemia se cristaliza com a ameaça de falta de medicamentos para sedação de pacientes intubados e está impactando os estoques de cilindros de oxigênio das prefeituras, que estão tendo dificuldade para atender a demanda com o significativo aumento do consumo.

A Associação Mato-grossense dos Municípios – AMM está atenta à emergência em saúde pública e atuando para ajudar os municípios no controle da pandemia, que afeta todas as localidades do estado. Em sintonia com as demandas dos prefeitos e dos munícipes, a Associação já liderou várias ações e tem priorizado o contato com empresas distribuidoras de vacina para viabilizar a aquisição dos imunizantes pelos municípios.

Para agilizar as negociações, a AMM enviou aos gestores modelos de carta de intenção para a compra da vacina russa Sputnik V e da farmacêutica inglesa AstraZeneca, que estão sendo aplicadas em vários países. O documento não sela o compromisso da aquisição, mas viabiliza que as empresas distribuidoras elaborem proposta comercial e apresentem as condições de fornecimento dos imunizantes.

A vacinação da população se tornou ainda mais urgente com o agravamento da pandemia em todo o país, que já soma mais de 330 mil mortos pela covid-19, dos quais quase oito mil em Mato Grosso. Para orientar os prefeitos, também temos reiterado as recomendações sobre a adoção de medidas que dificultem a circulação de pessoas e as aglomerações. Temos acompanhado o esforço concentrado que os gestores estão fazendo para que haja o distanciamento social e o respeito às medidas de biossegurança, visando frear o avanço da pandemia.

Observamos que em alguns municípios são necessárias medidas mais restritivas, como por exemplo o uso da quarentena. Por outro lado, em muitos municípios, ainda que estejam na classificação de risco alto, os prefeitos entendem que neste momento não há necessidade de adotar a quarentena e essa avaliação tem que ser considerada. Lembramos que o decreto publicado pelo Governo do Estado não é impositivo e que inclusive o próprio governador Mauro Mendes já ratificou esse posicionamento.  

Além orientar os gestores sobre as medidas de controle, também atuamos de forma muito combativa na esfera nacional, em parceria com a Confederação Nacional dos Municípios e demais entidades estaduais. Para defender melhores condições para que os municípios possam enfrentar a pandemia, reivindicamos apoio do Governo Federal e do Congresso Nacional `as administrações municipais.

Dessa forma, o movimento municipalista nacional garantiu suporte financeiro aos municípios em 2020, por meio do repasse do auxílio emergencial, recomposição das perdas do Fundo de Participação dos Municípios – FPM, entre outras transferências para investimento em saúde e outros setores afetados pela retração econômica provocada pela pandemia.

Participamos de reuniões com os dirigentes do ministério da Saúde para cobrar o protagonismo do Governo Federal no combate à pandemia. Cobramos a ampliação das doses de vacinas contra a covid-19 e a distribuição equânime para todos os municípios brasileiros.

Com a substituição no comando do ministério da Saúde, estamos na expectativa de que o novo dirigente agilize o processo de imunização, por meio de um plano nacional integrado, que viabilize o atendimento emergencial da população, que está fragilizada e vulnerável à letalidade do vírus.

Nesse contexto, reconhecemos o árduo trabalho desempenhado pelos prefeitos para combater a pandemia e socorrer a população, enfrentando todas as adversidades, entre as quais a insuficiência de recursos humanos e financeiros.

Queremos, ainda, externar a nossa solidariedade a todas as famílias que choram a perda de seus filhos, pais, mães, avós, e demais entes que tiveram vidas interrompidas. Sabemos que o combate à crise sanitária é um dos maiores desafios que já enfrentamos, mas com planejamento, coragem e comprometimento venceremos o vírus e assimilaremos, com sabedoria, todo o aprendizado que este momento turbulento deixará.

Neurilan Fraga é presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios

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