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Página - Rastreabilidade ambiental

Rastreabilidade ambiental

Efeito de Onda

Página Rastreabilidade ambiental

  • 28/08/2019 às 00:00

A maioria dos cidadãos matogrossenses estão conscientes que a sustentabilidade ambiental passou a fazer parte da matriz econômica que sustenta o desenvolvimento econômico do Estado. A base de nossa economia é produção de alimentos e fibras. Líderes políticos que ignorarem tais fatores poderão frear o progresso econômico do Estado e perenizar o subdesenvolvimento de nossa economia. Estrategistas de negócios e empreendedores que não levarem em consideração este ativo intangível, a sustentabilidade ambiental e responsabilidade social, poderão conduzir seus negócios ao fracasso, por desprezarem o pensamento prevalecente no mundo atual.

 

Economistas e especialistas em análise de macrotendências indicam que na medida em que são disponibilizadas para a população mundial maior quantidade e qualidade de informações sobre estas questões, mais se consolida o convencimento de que a preservação das boas condições do planeta depende de atitudes e ações cotidianas de todos os seus habitantes-consumidores.

Essas atitudes incluem, naturalmente, os hábitos de consumo das sociedades, com reflexos diretos na industrialização e comercialização de mercadorias e serviços no mercado mundial. O consumidor da Dinamarca, Alemanha ou Noruega vai exigir informações de fontes confiáveis que o tranquilizem que o sapato que ele está adquirindo numa loja de seu país não derivou do couro de um animal criado em pastagens que prejudicaram o meio ambiente. Da mesma forma, a consumidora de uma loja luxuosa de Londres vai querer saber se o algodão do tecido não utilizou fertilizantes ou herbicidas nocivos ao meio ambiente. Ou fez uso de trabalho infantil em seu processo de produção. O designer de interiores de Milão, na Itália, não vai recomendar ao seu cliente, móveis que tenham utilizado madeira de desmatamento degradante da floresta amazônica. É muito provável que a exigente consumidora de cosméticos vendidos na 5ª. Avenida de Nova York vá exigir que a lecitina de soja contida em seu batom de grife não tenha vindo de plantio de soja cujo cultivo possa ter degradado o cerrado ou nascentes de rios que formam o pantanal de Mato Grosso. Enfim, o que no passado eram atitudes exóticas ou coisas de “ecochatos”, passam a ser exigência corriqueira de todos os consumidores.

Assim, os consumidores farão, sob a forma de ações cotidianas espontâneas, a rastreabilidade ambiental de toda a cadeia produtiva do que consome, com o propósito de contribuir para melhorar as condições de vida do nosso planeta. Cada vez mais as empresas serão cobradas por seus clientes a disponibilizar, em alguns casos em tempo real, informações relevantes da cadeia produtiva de sua mercadoria ou serviço. A constante e persistente luta pela preservação da boa qualidade de vida na terra está deixando de ser algo restrito a militantes ambientais sectários e barulhentos, ONG’s, universidades, instituições de pesquisas científicas e passa a ser prática cotidiana dos consumidores.

E, como o mundo dos negócios já sabe, mudanças de hábitos de consumo afetam drasticamente o faturamento e a sobrevivência das empresas. Torna-se, portanto, vital que estas fiquem antenadas às megatendências mundiais nos aspectos do consumo, tecnológico, econômico e ambiental, sob o risco de serem sugadas pela tsunâmica onda verde planetária.

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