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Página - Ziulkoski fala sobre pesquisa do Datafolha, Ranking de Eficiência dos Municípios

Ziulkoski fala sobre pesquisa do Datafolha, Ranking de Eficiência dos Municípios

Efeito de Onda

Página Ziulkoski fala sobre pesquisa do Datafolha, Ranking de Eficiência dos Municípios

  • 30/08/2016 às 09:41

Fonte: Agência CNM

Crédito: Marcos Vergueiro

Já de algum tempo, o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, tem avisado que a situação de crise, arrastada ao longo dos anos, afetaria de forma mais grave os serviços básicos prestados aos brasileiros. E é exatamente esse o cenário mostrado pelas pesquisas e pelos veículos de comunicação. O jornal Folha de S. Paulo – no texto Só 26% aprovam os prefeitos; população crítica mais a saúde – diz que a maioria da população considera regular ou ruim/péssima a qualidade dos serviços prestados pelas Prefeituras nas áreas de Saúde, Educação e Saneamento. 

As informações são do Ranking de Eficiência dos Municípios (REM-F). A pesquisa feita pelo Datafolha indica que a Saúde tem pior avaliação: 52% a reprovam. A taxa é superior à avaliação média dada aos próprios prefeitos, considerados ruins/ péssimos por 43%. Em Educação e Saneamento, a avaliação é um pouco melhor um quarto dos pesquisados aprovam o atendimento.

O jornal traz esclarecimento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), de que a situação das áreas básicas de atendimento vem se deteriorando com a diminuição de repasses federais e estaduais às Prefeituras, umas das consequências da atual recessão. Também menciona levantamento realizado pela entidade, entre 4.708 Prefeituras, mostrando que 80% enfrentam problemas para manter a Saúde e 60% para manter a Educação.

Arrecadação
Já no texto Cidades não se sustentamtambém da Folha de S. Paulo, indica que pelo menos 70% dos Municípios brasileiros dependem hoje, em mais de 80%, de verbas que vêm de fontes externas à sua arrecadação. Mesmo assim, as Prefeituras aumentaram em 53%, em média, o total de funcionários em seus quadros na última década. No período, a população cresceu apenas 12%.

Como maiores empregadores do país – com 6,3 milhões de funcionários ­–, os Municípios atravessam hoje uma de suas piores crises. De acordo com a CNM, a maior fonte de recursos de 60% das Prefeituras, o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), reduzirá 10% neste ano, reduzindo-se a R$ 90 bilhões. Em 2015, ele já havia encolhido 2,3%, já descontada a inflação.

Atribuições
Nesse aspecto, o presidente da CNM explicou ao jornal que o crescimento dos gastos e do funcionalismo são justificados pelo aumento das atribuições das Prefeituras nas últimas décadas, período em que a Constituição de 1988, a União e o Congresso passaram aos prefeitos centenas delas, sobretudo na Saúde e na Educação. Dados da entidade mostram que as Prefeituras tinham 40 mil servidores na Saúde. Para atender às novas atribuições encampadas ao longo dos anos, elas tiveram que expandir esse número para o 1,5 milhão atual.

“Houve um aumento enorme das atribuições das prefeituras a partir da Constituição de 1988. Quem faz praticamente tudo hoje é o Município”, contou Ziulkoski. O presidente da CNM Ziulkoski também lembrou que a União hoje paga valores baixos nos programas que subsidia. No Saúde da Família, as prefeituras com até 30 mil habitantes recebem R$ 10.695/mês por equipe. O gasto médio chega a R$ 32.500, segundo a CNM. Na merenda, R$ 0,30/dia por aluno, para um custo de R$ 2,50.

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