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Página - Sindicatos criticam fechamento de agências de bancos públicos em pequenos municípios

Sindicatos criticam fechamento de agências de bancos públicos em pequenos municípios

Efeito de Onda

Página Sindicatos criticam fechamento de agências de bancos públicos em pequenos municípios

  • 09/10/2017 às 09:32

Fonte: Agência Câmara

Crédito: Agência Câmara

O presidente da Associação dos Empregados do Banco da Amazônia, Sílvio Kanner Pereira Farias, questionou nesta quinta-feira (5) o fechamento de agências de bancos públicos. “O único sentido para a retirada de agências bancárias das regiões carentes, como as agências do Banco da Amazônia, é de afastamento das prioridades previstas na política de desenvolvimento nacional”, afirmou.

“A retirada de agências bancárias das regiões carentes é o descumprimento da função de um banco. É preciso ter uma política forte. É preciso ter agências nos lugares em que a população mais precisa”, continuou Farias, ao participar de audiência pública na Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia da Câmara dos Deputados.

O deputado Valadares Filho (PSB-SE), presidente da comissão e um dos parlamentares que solicitaram o debate, disse que os bancos públicos possuem funções sociais determinantes para as regiões onde atuam. “Eles são detentores de políticas do financiamento agrícola e pagamento de Bolsa Família, por exemplo”, declarou.

O diretor administrativo e financeiro da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal, Clotário Cardoso, ressaltou que os bancos públicos são indutores do desenvolvimento nacional, regional e municipal. “Nos bancos públicos, os investimentos possuem papel anticíclico em períodos de crise econômica, além de ser uma forma de opção eficiente e barata das políticas públicas”, completou.

Público x privado
O secretário de Relações Sindicais da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT), Gustavo Machado Tabatinga Júnior, afirmou que os bancos públicos possuem papel de chegar onde o Estado brasileiro não chega. “Existem lugares em que a única presença do Estado brasileiro é o banco público e, possivelmente, este é o único atendimento de políticas públicas do local”, disse.

“O banco público talvez seja o mais profundo instrumento de interiorização e democratização do País. Os bancos privados trabalham com retorno financeiro e não possuem compromisso com a nação”, acrescentou a deputada Erika Kokay (PT-DF), outra idealizadora da reunião.

O presidente da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro Norte (Fetec-CUT/CN), Cleiton dos Santos Silva, disse que as diretrizes dos bancos privados são diferentes dos bancos públicos. “A rentabilidade do banco privado não é por meio da agricultura familiar, do crédito estudantil e do crédito habitacional. Eles trabalham com a especulação financeira, por meio de juros dos cartões de crédito e cheque especial”, afirmou.

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