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Página - Senadora lamenta redução no número de candidatas nas eleições municipais

Senadora lamenta redução no número de candidatas nas eleições municipais

Efeito de Onda

Página Senadora lamenta redução no número de candidatas nas eleições municipais

  • 30/09/2016 às 08:47

Fonte: Agência Senado

Crédito: Pedro França

A senadora Lídice da Mata (PSB-BA) comentou nesta quinta-feira (29) a redução no número de candidaturas femininas nas eleições municipais deste ano, quando comparadas às de 2012. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2016, as mulheres são 31,60% do total de candidatos, mais de um ponto percentual a menos que em 2012, quando houve 32,79% de candidatas.

— Em um cenário onde a participação das mulheres na política está longe de apresentar equilíbrio entre eleitorado feminino e sua representatividade, qualquer redução do número de mulheres na disputa eleitoral, por menor que seja, é lamentável e preocupante — disse a senadora à Agência Senado.

Para ela, as razões da distância entre o número de mulheres e a representatividade são bem conhecidas, secularmente construídas e preservadas pelas forças dominantes. Entre essas razões Lídice citou desigualdade entre os sexos, violência de gênero e sobrecarga de trabalho (dupla jornada).

A senadora lembrou o papel relevante de um sistema eleitoral para acelerar a superação da sub-representatividade feminina na política. Na opinião de Lídice, o sistema atual é ineficiente para promover a ascensão política mais igualitária das mulheres.

- Nos países que aproximaram a paridade entre os sexos, com mais mulheres no Poder Legislativo – por exemplo, o sistema de lista fechada com definição de posição para as mulheres (alternância) tem sido um mecanismo de êxito. Na reforma política aprovada, tal mecanismo foi recusado – lamentou.

Financiamento

Outra questão mencionada pela senadora foi o fim das doações empresariais de campanha sem se definir o financiamento público, o que teria tornado a situação mais complicada para elas em 2016. Para ela, a mudança beneficia quem tem mais poder econômico

— Em uma sociedade conservadora e patriarcal, onde as mulheres sempre encontraram dificuldade de financiamento de suas campanhas, é evidente que diante de um quadro de redução de recursos, as candidaturas masculinas têm muito mais chances.

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