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Seminário discute políticas públicas às mulheres
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Página Seminário discute políticas públicas às mulheres
Crédito: Demóstenes Milhomem
Com o objetivo de elaborar o plano de ação do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Cuiabá, a Assembleia Legislativa sediou o 1º Seminário de Políticas Públicas para as Mulheres. O evento foi realizado na manhã de sexta-feira (28), no auditório Milton Figueiredo. O debate foi pautado em quatro eixos: saúde, educação, assistência social e violência contra as mulheres.
A presidente do Conselho Estadual de Direitos da Mulher, Jocilene Barbosa da Silva, afirmou que é o primeiro seminário realizado pelo órgão e, por isso, as discussões foram fundamentais para obter sugestões que subsidiarão a formatação de novas políticas públicas, principalmente as setoriais. Para ela, o momento é oportuno porque está num descenso de investimentos em políticas públicas sociais e setoriais.
“É preciso que todos esses fatores sejam reafirmados pelo Estado brasileiro. O encontro vai subsidiar as políticas públicas com o objetivo de diminuir as desigualdades que existem nas relações de gêneros. É preciso que esses espaços deem as condições. O que não dá visibilidade não merece políticas públicas”, disse Barbosa.
Jocilene Barbosa disse que, nos últimos anos, houve um avanço nas leis que garantem o direito das mulheres. Mesmo as políticas voltadas às mulheres sendo recentes, segundo ela, o modelo de organização federativa do Brasil requer que os planos de políticas para as mulheres sejam um referencial em todos os estados brasileiros, mas que os municípios também tenham políticas públicas voltadas à proteção das mulheres.
Ela afirmou ainda que as discussões vão subsidiar a elaboração do plano municipal de políticas para as mulheres, que será sugerido para os outros 140 municípios mato-grossenses. “Tem que haver uma articulação entre os entes federados, mas com a responsabilidade e competência de cada um, para que as políticas públicas funcionem. Não adianta os estados terem e os municípios não”, afirmou Barbosa.
A delegada titular da Delegacia da Mulher em Cuiabá, Jozirlethe Crivelatto, afirmou que em 2017 foram instalados mais de três mil inquéritos relacionados à violência contra a mulher. Até agosto de 2018, já foram instaurados 1.411 processos. Segundo ela, houve um aumento na incidência do número de casos.
Crivelatto disse que, nos últimos anos, o maior conhecimento da população sobre as leis foi fundamental para aumentar o número de denúncias e também de representação da vítima contra os acusados de abuso de violência. Segundo ela, existem muitas mulheres que fazem a denúncia, registro de boletim de ocorrência, mas não procuram a Delegacia da Mulher para fazer a representação.
“O anuário da Delegacia da Mulher traça um perfil das vítimas que buscam esse atendimento e que fizeram a representação. Há aproximadamente três mil inquéritos policiais que foram instaurados, a partir da representação da vítima. Uma das orientações é para as vítimas, além de fazerem o BO, registrarem a representação contra o agressor”, explicou Crivelatto.
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