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Página - Retorno das aulas nas escolas públicas continua sem data definida em Mato Grosso

Retorno das aulas nas escolas públicas continua sem data definida em Mato Grosso

Efeito de Onda

Página Retorno das aulas nas escolas públicas continua sem data definida em Mato Grosso

videoconferencia

  • 04/06/2020 às 16:41

Fonte: AMM

Autor: Agência de Notícias da AMM

Crédito: Divulgação

A Comissão Especial que discute a retomada das atividades escolares em Mato Grosso se reuniu nesta quinta-feira (4), em videoconferência, para debater o impacto da pandemia do novo coronavírus no setor educacional. Diante das projeções de crescimento dos casos da Covid-19 no estado, ainda não foi definida a data de retorno das atividades escolares, paralisadas desde o final de março devido à pandemia.    Os membros da comissão defendem o retorno com o máximo de segurança para evitar que ocorra o descontrole no contágio do novo coronavírus, que já contaminou mais de três mil pessoas em Mato Grosso.

O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios – AMM, Neurilan Fraga, que integra a comissão, alertou que o momento é delicado para a saúde pública no estado. “As projeções de disseminação do vírus não favorecem o retorno das aulas. Há uma tendência de crescimento no número de casos e, por isso, devemos ser prudentes e seguir as orientações das autoridades em saúde pública que continuam defendendo o distanciamento social”, assinalou.

De acordo com dados apresentados pelo deputado Lúdio Cabral, que é médico sanitarista, as estatísticas demonstram crescimento exponencial da doença em Mato Grosso.  A previsão é que no dia 23 de junho ocorram mais de 8.400 casos confirmados da Covid-19 no estado.  O parlamentar disse que a projeção é que “daqui a três semanas haverá falta de leitos em Mato Grosso”, alertou, acrescentando que a retomada segura só vai ocorrer quando houver redução dos casos, estrutura hospitalar suficiente para atendimento da população e possiblidade de testagem em massa.

Financiamento da educação - A videoconferência, que foi coordenada pelo presidente da Comissão Especial, deputado Valdir Barranco, contou com apresentações do Diretor do Centro de Desenvolvimento da Gestão Pública de Políticas Educacionais da Fundação Getúlio Vargas- FGV, professor José Henrique Paim Fernandes; da deputada federal Rosa Neide Sandes, vice-presidente da Comissão Especial da PEC 15 – Fundeb  e do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul, Cézar Miola.

O professor Paim alertou que a área da educação foi fortemente afetada pela pandemia, que provocou a redução de recursos para investimento no setor. Ele alertou que em abril houve uma queda de 22% no repasse do Fundeb para estados e municípios e que essa tendência de perdas deve se acentuar nos próximos meses, considerando que parte da composição do Fundo é oriunda do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços- ICMS, que vem apresentando redução devido à retração da atividade econômica.  “Houve também a redução de 32% do salário educação em abril em Mato Grosso e isso também preocupa, pois terá forte impacto nas finanças de estado e municípios”, frisou.

O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul, Cézar Miola, também alertou para o prejuízo financeiro para o setor provocado pela pandemia. Ele lembrou que os recursos repassados pelo governo federal aos estados e municípios, como o auxílio financeiro emergencial de R$ 60 bilhões, não preveem vinculação para investimento em educação. O conselheiro ponderou, ainda, sobre a necessidade de ampliar o diálogo entre os gestores e os tribunais de contas. “A ação consultiva e orientadora dos tribunais cresceu muito nesse momento”, afirmou.

A deputada Rosa Neide disse que o custo da educação é alto, mesmo com aulas paralisadas. Ela disse que as discussões para que o projeto do novo Fundeb seja colocado em votação na Câmara estão avançadas e que haverá uma reunião com o presidente da Casa, Rodrigo Maia, para tratar sobre o assunto. Durante a videoconferência, a parlamentar apresentou o Projeto de Lei 2949/2020, que dispõe sobre estratégias para o retorno às aulas no âmbito do enfrentamento da pandemia do coronavírus, previsto para ser votado na próxima semana.

minimizar a falta de recursos para investimento na educação o presidente da AMM sugeriu à deputada Rosa Neide uma atuação do Congresso para derrubar o veto do presidente Jair Bolsonaro ao uso do saldo remanescente de cerca de R$ 8,6 bilhões, do Fundo de Reservas Monetárias, para o combate ao novo coronavírus. “Considerando as dificuldades, a nossa sugestão é que esse recurso seja utilizado para compensar a queda do Fundeb que vai prejudicar muito o financiamento da educação”, assinalou.

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