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Página - Queda nas principais fontes de receitas já afetam os municípios de Mato Grosso

Queda nas principais fontes de receitas já afetam os municípios de Mato Grosso

Efeito de Onda

Página Queda nas principais fontes de receitas já afetam os municípios de Mato Grosso

ICMS

  • 22/06/2020 às 16:56

Fonte: AMM

Autor: Agência de Notícias das AMM

Crédito: Divulgação

As   transferências constitucionais dos governos federal e estadual para os municípios de Mato Grosso apresentaram queda significativa neste período de enfrentamento da Covid-19. Além dos gastos extras no combate à pandemia, a queda nas receitas tem preocupado os prefeitos mato-grossenses.

De acordo com um levantamento da Associação Mato-grossense dos Municípios-AMM, a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços-ICMS, que é uma das principais fontes de recursos para as prefeituras, apresentou queda significativa no mês de junho em comparação com o mesmo período em 2019. Semanalmente, os municípios recebem do governo estadual, 25% do valor arrecadado com o tributo em seu território. O levantamento mostra que a primeira parcela de junho foi 3,99%, a segunda e a terceira parcelas sofreram queda de 31,27% e 7,25% respectivamente.

O presidente da AMM, Neurilan Fraga, afirmou que a instituição está acompanhando de perto as oscilações nos repasses para informar e orientar os gestores municipais. “Principalmente neste momento, em que os prefeitos precisam realizar gastos sem previsão orçamentária para a emergência sanitária. Devido a pandemia do coronavírus, os prefeitos precisam ficar atentos para alterações nas receitas”, alertou.

Os repasses do Fundo de Participação dos Municípios-FPM, também preocupam os gestores, com queda acumulada de 27,94% neste mês.  O fundo é composto pelo IR e IPI e repassado a cada dez dias, pela Secretaria do Tesouro Nacional direto para as contas das  prefeituras. O repasse da segunda parcela, na última sexta-feira apresentou uma variação de -12% em relação ao mês de junho do ano passado.

A Medida Provisória 938/2020 trouxe um alívio temporário aos cofres municipais, garantindo a compensação do valor correspondente à variação nominal negativa entre os valores creditados a título dos Fundos de Participação, de março a junho de 2020. As compensações da União para as reduções do FPM terminam em julho.

Fraga ressalta que o movimento municipalista trabalha para estender a recomposição do FPM até dezembro deste ano. Ele frisa que as sucessivas quedas de receitas já estão prejudicando o trabalho desenvolvido pelos prefeitos, considerando a crise instalada nas áreas da saúde e da economia. “Esta crise econômica e financeira deve ir, no mínimo, até dezembro. Os gestores ainda terão de quitar vários compromissos como a folha do funcionalismo das prefeituras, os fornecedores e outras despesas”, assinalou.


 

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