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Página - Projeto que institui avaliação de eficiência de políticas públicas vai ao Plenário

Projeto que institui avaliação de eficiência de políticas públicas vai ao Plenário

Efeito de Onda

Página Projeto que institui avaliação de eficiência de políticas públicas vai ao Plenário

  • 12/04/2017 às 09:08

Fonte: Agência Senado

Crédito: Alex Ferreira

Como mais um instrumento de transparência na gestão fiscal, a cada ano, pelo menos dois programas, projetos ou atividades de relevante impacto colocados em prática pela União e por estados e municípios acima de 200 mil habitantes deverão ser avaliados. É o que determina o Projeto de Lei do Senado 185/2016 – Complementar, aprovado nesta terça-feira (11) na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). A matéria segue para análise em Plenário.

A proposição aprimora a Lei de Responsabilidade Fiscal (LCP 101/2000) e impõe a necessidade de aferir a qualidade e a eficiência de determinadas políticas públicas, se vale a pena mantê-las e se a relação custo/benefício é vantajosa para o poder público. A avaliação deve comparar objetivos e resultados e os custos previstos e efetivos. Os resultados devem ser públicos e de fácil acesso à população em geral.

Segundo o autor, senador Paulo Bauer (PSDB-SC), a cada ano são criadas políticas públicas de educação, ciência e tecnologia, assistência social, reforma agrária, saúde e em outras áreas, sem que tais programas sejam submetidos a avaliações periódicas. O gasto só cresce e o contribuinte não sabe se o dinheiro está sendo bem aplicado, opinou.

Para o senador, são exemplos de gastos expansionistas sem respaldo o Financiamento Estudantil (Fies), o Ciência sem Fronteiras e o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Os projetos cresceram muito em pouco tempo e, de repente, desabaram por falta de verbas, sem que nunca houvesse uma avaliação que recomendasse o aumento do investimento ao longo dos anos. Ele também mencionou como exemplo os programas de crédito subsidiado concedidos a grandes empresas pelo Bando Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que, no fim das contas, só ajudaram a aumentar a dívida pública, afirmou.

“Responsabilidade fiscal não é só gastar pouco. É também gastar bem e de forma inteligente. A LRF tem uma lacuna que pretendemos solucionar: ela não determina ou estimula a avaliação quantitativa e qualitativa dos programas públicos”, justificou Bauer.

O relator na CAE, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), considera que a proposta contribui para gerar informações, ao gestor fiscal e à população, que permitem divulgar os resultados e os custos efetivos envolvidos em seus programas, projetos e atividades. Esses dados serão imprescindíveis para determinar a continuidade ou não, a sustentabilidade fiscal de uma expansão, se necessária, ou até mesmo a  descontinuidade, conferindo maior efetividade à gestão fiscal, disse no relatório lido pelo senador Armando Monteiro (PTB-PE).

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