Página - Presidente da AMM participa do Encontro de Desenvolvimento Energético do Araguaia
Presidente da AMM participa do Encontro de Desenvolvimento Energético do Araguaia
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Página Presidente da AMM participa do Encontro de Desenvolvimento Energético do Araguaia
Crédito: Assessoria da AMA
O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios, Neurilan Fraga, participou nesta terça-feira (07) do 1º Encontro de Demandas Energéticas do Araguaia. O evento reuniu 16 prefeitos do Araguaia, além de diversas autoridades políticas do estado e representantes das concessionárias de energia Eletrobrás/Eletronorte e Energisa, no município de Água Boa. O encontro é resultado de uma mobilização dos prefeitos da região, por meio da Associação dos Municípios do Araguaia (AMA), em decorrência da nova prorrogação do plano para a universalização da energia rural em Mato Grosso, que alterou o prazo de 2020 para o ano 2022.
Neurilan Fraga lembrou que há dois anos, quando assumiu a presidência da AMM, promoveu a primeira reunião entre gestores e empresa de energia para discutir os déficits da região. “Várias medidas já foram tomadas após a mobilização dos prefeitos em torno dessa questão, como a implantação da usina termelétrica de 20 megawatts em Querência e o início da construção do linhão de Canarana”, ressaltou.
Para Fraga, tanto a audiência como as medidas foram resultado da união entre os prefeitos do Araguaia e das parcerias com a Assembleia Legislativa, deputados federais, Governo do Estado e inciativa privada. “Continuaremos fortalecendo a mobilização conjunta via AMA, AMM, consórcios intermunicipais e Confederação Nacional dos Municípios, pois entendemos que essa é a única forma de superar as dificuldades da gestão municipal”, afirmou.
Durante o encontro, os prefeitos e a população tiveram a oportunidade de questionar os representantes das empresas sobre as demandas energéticas. Uma das pautas foi a possibilidade de ampliação da capacidade de geração de energia na usina de Querência ou a construção de uma nova unidade para atender a região.
O presidente da AMA e prefeito de Bom Jesus do Araguaia, Joel Ferreira, ficou satisfeito com o desfecho do evento. Ele ressaltou a importância de evoluir nesta discussão para garantir suporte ao desenvolvimento econômico do Araguaia. “A última fronteira agrícola do Mato Grosso está no Araguaia. A Região cresce a passos largos, mas na contramão vem a deficiência do setor energético. Assim não podemos continuar. Precisamos de uma ação urgente e eficaz do governo federal banindo de vez esse gargalo do Araguaia”, revelou.
Uma nova audiência será realizada em Brasília - DF no dia 16 de fevereiro, com o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, para dar encaminhamento ao assunto.
A discussão também contou com a participação do vice-governador, Carlos Fávaro, deputado federal Fábio Garcia, deputados estaduais, Baiano Filho, Nininho e Oscar Bezerra, o ex-presidente da AMA e ex-prefeito de Confresa, Gaspar Lazari, diretor do departamento de monitoramento do sistema elétrico do Ministério de Minas e Energia, Domingos Andreatt, diretor de planejamento da Eletrobrás/Eletronorte, Wilson Fernandes, diretor presidente da Energisa, Riberto Basbaneira e Thiago Bernardes, coordenador regulador de energia da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Ager).
Demanda energética
Em 2015 foi autorizada pelo então Ministro das Minas e Energia, Eduardo Braga, a instalação de uma usina termelétrica em Querência com geração de energia equivalente à demanda apontada pela concessionária Energisa de 20 megawatts. No entanto, a concessionária Energisa hoje alega não ser possível a expansão do atendimento a exemplo do programa Luz Para Todos, justamente por indisponibilidade de energia.
De acordo com o encarregado de demandas energéticas da AMA, Erviton Furtado, o Programa Luz Para Todos na região do Araguaia vem sendo prorrogado desde 2010, e teve a situação agravada com a intervenção na concessionária no ano de 2012.
A deficiência energética em maior escala está no Norte Araguaia. A região possui expressiva produção agropecuária, com destaque à produção de soja e milho e uma área de 3.110 milhões de hectares favoráveis ao plantio de grãos, caracterizando a região como a grande fronteira agrícola de Mato Grosso.
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