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Página - Presidente da AMM lamenta morte de Dom Pedro Casaldáliga

Presidente da AMM lamenta morte de Dom Pedro Casaldáliga

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Página Presidente da AMM lamenta morte de Dom Pedro Casaldáliga

Dom Pedro

  • 08/08/2020 às 15:58

Fonte: Prelazia de São Félix do Araguaia

Autor: Agência de Notícias da AMM

Crédito: Learn More

O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios-  AMM, Neurilan Fraga, lamentou a morte do bispo emérito de São Félix do Araguaia, Dom Pedro Casaldáliga, que ocorreu na manhã deste sábado, às 9h40. Ele estava internado com insuficiência respiratória na Santa Casa de Batatais, em São Paulo, após um período de internação em São Félix. O religioso morreu com 92 anos, sofria do mal de Parkinson, mas não estava infectado com a Covid-19. 

A notícia da morte foi divulgada em nota conjunta pela Prelazia de São Félix, a Congregação dos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria, congregação à qual ele pertencia e pela Ordem de Santo Agostinho.

O presidente da AMM enalteceu a trajetória de vida do religioso e a contribuição para a causa social e humanitária em Mato Grosso. “Dom Pedro deixará um importante legado para várias gerações. Ele atuou de forma especial na vida de muitas pessoas, pois foi um dos maiores defensores dos direitos humanos e da reforma agrária no país”, assinalou.

O velório está marcado para acontecer em três locais: Batatais, Ribeirão Cascalheira e São Felix do Araguaia. Em Ribeirão Cascalheira, será velado no Santuário dos Mártires, a partir de segunda-feira, sem previsão de horário. Depois o corpo seguirá para São Felix, onde será velado no Centro Comunitário Tia Irene. O sepultamento também ocorrerá no município.

Histórico- O bispo de nacionalidade espanhola chegou ao Brasil em 1968. Na década de 70, liderou um movimento de defesa dos índios, época em que tribos indígenas eram vítimas de violência em conflitos por terras no Araguaia. Ele foi um ativo defensor de camponeses sem terra, ribeirinhos, indígenas, quilombolas. Dom Pedro também enfrentou a truculência da ditadura militar. Devido a sua atuação contra a violência de grileiros, madeireiros, garimpeiros e produtores rurais, passou boa parte da vida marcado para morrer. Foi alvo de processos de expulsão do país.

 

 

 

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