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Página - Presidente da AMM defende criação de serventias extrajudiciais para atender demandas da população

Presidente da AMM defende criação de serventias extrajudiciais para atender demandas da população

Efeito de Onda

Página Presidente da AMM defende criação de serventias extrajudiciais para atender demandas da população

  • 23/11/2022 às 17:10
  • - Atualizado há 4 anos

Fonte: Agência de Notícias da AMM

Crédito: Divulgação AMM

Em audiência pública realizada nesta quarta-feira (23) pelo Tribunal de Justiça para discutir a reestruturação dos cartórios, também chamados serventias extrajudiciais, o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga, defendeu a manutenção das unidades em algumas localidades e a criação de outras para atender comunidades com potencial de crescimento localizadas distantes das sedes dos municípios. A audiência pública foi realizada para debater a possibilidade de extinção de 40 serventias criadas, mas não instaladas em várias regiões do estado.  O objetivo foi debater com a sociedade a necessidade de reestruturação dos serviços, a fim de proporcionar a melhoria do atendimento.

O presidente da AMM propôs criar novas serventias extrajudiciais  nos distritos dos seguintes municípios: Paranatinga (Salto da Alegria); Aripuanã (Conselvam); Itiquira (Ouro Branco do Sul); Nova Bandeirantes (Japuranã); Nova Maringá (Brianorte); São José do Xingu (Santo Antônio da Fontoura); Peixoto de Azevedo ( União do Norte); Tabaporã (Nova Fronteira); Vila Bela da Santíssima Trindade (Santa Clara do Monte Cristo);   e em Cotriguaçu (Distrito Novo União). Ponderou, ainda, sobre a necessidade de criação do serviço em Porto Estrela,  que não conta com o atendimento. 

Fraga defendeu também a manutenção das serventias extrajudiciais que foram criadas, mas não foram instaladas em Comodoro (Nova Alvorada e Noragro), Nova Ubiratã ( Entre Rios) e Diamantino ( Distrito de Capão Verde Município de Alto Araguaia).

“O assunto foi amplamente discutido com os prefeitos e há um entendimento de que as medidas devem ser adotadas considerando as necessidades da população. Onde não há necessidade do serviço, pode haver o fechamento, mas é também necessário criar os cartórios nas localidades que mais precisam”, assinalou Fraga.

O presidente da AMM destacou a importância da iniciativa do TJ em realizar a audiência pública para debater o tema com os municípios e com toda a sociedade, que teve a oportunidade de acompanhar as discussões por meio de transmissão on-line.

O desembargador José Zuquim Nogueira disse que a necessidade de reestruturação é em razão da eficiência administrativa, considerando aumento ou redução de volume de receitas arrecadadas, perfil socioeconômico das localidades,  aspectos demográficos, entre outros fatores.  “Mas para que ocorra a extinção é necessário um amplo debate”, salientou o magistrado, ressaltando que a reorganização das serventias deve ocorrer mediante lei de iniciativa do Poder Judiciário.

A programação da audiência pública foi dividida nos eixos:   A  reorganização   das    serventias   extrajudiciais:   fatores que   influenciam a reestruturação periódica e permanente das serventias do foro extrajudicial.  Normativos do CNJ; A reestruturação  das serventias  do foro extrajudicial à  luz do  princípio  da eficiência da administração pública e suas implicações na gestão de recursos públicos.  Supervisão e fiscalização; e A situação atual das serventias do foro extrajudicial no estado de Mato Grosso.   Aspectos quantitativos, qualitativos e socioeconômicos.

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