Página - Presidente da AMM contesta a extinção da Fundação Nacional da Saúde
Presidente da AMM contesta a extinção da Fundação Nacional da Saúde
Efeito de Onda
Página Presidente da AMM contesta a extinção da Fundação Nacional da Saúde
Crédito: Divulgação AMM
A extinção da Fundação Nacional da Saúde-Funasa, determinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva por meio da Medida Provisória 1156/2023, afetará os pequenos municípios de todo o país. Com a MP, as funções do órgão, no entanto, ficarão a cargo dos Ministérios da Saúde e das Cidades. Mas a medida ainda passará pela análise da Câmara dos Deputados e do Senado. O texto poderá ter modificações e até ser revertida a extinção da fundação.
A Funasa foi criada nos anos 90, pela Lei 8.029, e sempre atuou no combate a doenças, na educação, na atenção à saúde de populações carentes e também no saneamento básico, além da pesquisa científica e tecnológica na área da saúde. A Funasa tinha o objetivo de promover o saneamento básico (abastecimento de água e esgotamento sanitário e lixo doméstico) dos municípios com menos de 50 mil habitantes.
O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios-AMM, Neurilan Fraga, ressalta que a extinção da Funasa poderá provocar uma total desassistência aos pequenos municípios e às comunidades rurais. “Somos contra a extinção do órgão e achamos que foi uma decisão equivocada. Ao invés de extinguir, o governo deveria colocar mais recursos financeiros no orçamento, para que a fundação pudesse investir nos municípios que têm as populações mais carentes”, observou.
O Marco Regulatório tem como objetivo universalizar a água e esgoto até 2033, e também buscar investimentos privados. Neste sentido, os grandes municípios serão atendidos através de investimentos da iniciativa privada, mas os menores dependem de financiamentos públicos executado pela Funasa, responsável pelas políticas públicas na área do saneamento básico nos pequenos municípios, nas comunidades e assentamentos rurais.
Na avaliação de Fraga, no formato como o governo federal está propondo, cidades como Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre, São Paulo e outras serão atendidas, enquanto que municípios de Mato Grosso, como Serra nova Dourada, Nova Bandeirantes, Alto Paraguai e Araguainha acabarão sendo preteridos, quando da busca de apoio para uma área tão essencial, como é a do saneamento básico.
“Vamos mobilizar os prefeitos para sensibilizar os parlamentares a derrubarem esta Medida Provisória, pois especificamente em Mato Grosso, onde a maioria dos municípios são pequenos e formados por muitas comunidades rurais, a nossa população será a mais prejudicada. Vamos lutar para reverter a situação”, concluiu o presidente da AMM.
O próprio Senado Federal, por meio do seu portal, já lançou uma pesquisa junto à população pedindo a opinião sobre a extinção do órgão. Muitos parlamentares tanto da Câmara quanto do Senado também já se posicionaram contrários à aprovação da Medida Provisória.
Notícias para Você
Notícias para Você
25 de Maio de 2026 Destaques AMM
Municípios de MT vão receber R$ 37,1 milhões para manutenção de estradas
Os 142 municípios de Mato Grosso vão receber mais de R$ 37,1 milhões para manutenção e melhoria de estradas estaduais e municipais não pavimentadas. Os recursos, referentes ao primeiro quadrimestre de 2026, serão repassados até 29 de maio diretamente aos Fundos Municipais de Transporte, sem…
21 de Maio de 2026 Destaques AMM
Marcha a Brasília é encerrada com a leitura da carta oficial do evento
A XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios foi encerrada nesta quinta-feira (21) com a leitura da carta oficial do evento, documento que registra as principais pautas debatidas durante os quatro dias de mobilização. Um dos destaques do documento é o alerta sobre a tramitação de pr…