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Página - Presidente da AMM cobra apoio para pauta municipalista em audiência no Senado

Presidente da AMM cobra apoio para pauta municipalista em audiência no Senado

Efeito de Onda

Página Presidente da AMM cobra apoio para pauta municipalista em audiência no Senado

  • 22/11/2017 às 14:18

Fonte: Agência de Notícias da AMM

Crédito: Agência Senado

O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios, Neurilan Fraga, participou nesta quarta-feira (22) de uma audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Regional do Senado, sobre a situação financeira dos municípios do Brasil e o impacto dessa realidade. A reunião foi coordenada pela presidente da comissão, senadora Fátima Bezerra, e contou com a participação do presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, e presidentes de outras entidades estaduais.

Na ocasião, Fraga cobrou mudanças no modelo de distribuição dos recursos. Ele ressaltou que o Governo Federal fica com a maior parte da arrecadação, apesar de os municípios serem os principais executores das políticas públicas. “Temos sempre que lembrar que o cidadão vive no município e cabe aos prefeitos garantir que ele receba serviços públicos de qualidade, no momento em que precisam”, completou. Para o presidente da AMM, esse é um dos motivos para o agravamento da crise financeira no país.

Outro ponto citado por Neurilan foi o subfinanciamento dos programas federais. “Hoje temos mais de 300 programas criados pelo governo federal, que os municípios executam sem o devido repasse de recursos”, explicou. Ele afirmou que a entidade realizou um levantamento, onde constatou que a União repasse às prefeituras cerca de 30% dos custos efetivos dos programas.

O presidente também pediu apoio na votação da pauta municipalista que tramita no Congresso Nacional, entre eles o Auxílio Financeiro aos municípios de R$ 4 bilhões a ser repassado até o final do ano às prefeituras do país, por meio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 29/2017, também chamada de PEC do 1% do FPM, que disciplina a distribuição de recursos pela União ao fundo.

Ele também chamou a atenção para Projeto de que prevê a destinação de R$ 9 bilhões, a partir de 2019, como compensação a estados e municípios devido a perdas com a Lei Kandir. “Os municípios produtores de minérios e commodities, cujas atividades são fundamentais para o equilíbrio da balança comercial brasileira, estão sendo penalizados pela isenção do ICMS concedida pela Lei Kandir”, salientou. De acordo com o gestor, Mato Grosso deixa de arrecadar anualmente cerca de R$ 5 bilhões por conta da lei, mas recebe de compensação menos de 10% desses valores através do Auxílio Financeiro para Fomento das Exportações (FEX).

Em relação ao pacto federativo, Neurilan tentou sensibilizar os parlamentares sobre a importância de inverter a lógica de distribuição dos tributos. “A revisão do pacto federativo é muito lembrada na época de eleição, mas pouco avança nas discussões dentro do Congresso Nacional”, avaliou.

A senadora Lídice da Mata, vice-presidente da CDR, reconheceu que os prefeitos não dispõem de recursos suficientes para garantir a autonomia financeira e a governabilidade dos municípios. “Todos ficam muito simpáticos no momento da eleição, mas não são econômicos em aprovar medidas que beneficiem o governo federal, concentrando a renda na União e aumentando a dependência dos prefeitos”, disse.

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