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Página - Prefeitos se mobilizam pelo atendimento de pauta municipalista no Congresso Nacional

Prefeitos se mobilizam pelo atendimento de pauta municipalista no Congresso Nacional

Efeito de Onda

Página Prefeitos se mobilizam pelo atendimento de pauta municipalista no Congresso Nacional

  • 09/11/2021 às 15:46

Fonte: Agência de Notícias da AMM com informações da CNM

Crédito: Agência CNM

Garantir a aprovação de matérias prioritárias de interesse dos municípios que tramitam no Congresso Nacional é o principal foco da Mobilização Municipalista que acontece em Brasília, nesta terça e quarta-feira, 9 e 10 de novembro, promovida pela Confederação Nacional de Municípios-CNM, com a presença das entidades estaduais. A prefeita de São Félix do Araguaia, Janailza Taveira, representa o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios-AMM, Neurilan Fraga, nas reuniões. O evento também conta com a presença de outros prefeitos de Mato Grosso que se uniram a gestores de várias regiões do país para cobrar o atendimento das reivindicações.

Na abertura dos trabalhos da mobilização, o presidente da Confederação Nacional de Municípios-CNM, Paulo Ziulkoski, informou que as matérias no Congresso Nacional dependem de pressão e estratégia para a aprovação. “Só vamos conseguir juntos. É preciso que cada um faça a sua parte”, disse o líder municipalista ao lembrar que o ato político em Brasília é fundamental. Aqui, cada proposição caminha a passos de tartaruga. As vezes passa anos sem andar e depois volta a ser pautada”, esclareceu, e citou como exemplo o adicional de 1% do Fundo de Participação dos Municípios-FPM, que começou a tramitar em 2017 e somente agora saiu da pauta de reivindicações prioritária para se tornar realidade.

Serão R$ 5 bilhões a mais, todos os anos. O aumento será gradual, conforme estabelece a Emenda Constitucional 112/2021- 0,25% nos próximos dois anos; 0,5% em 2024; e 1% de 2025 em diante. Ainda em relação ao FPM, antes de contar como ocorreu a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição 23/2021, do parcelamento especial das dívidas previdenciárias dos municípios, o líder municipalista aconselhou os gestores.

Segundo Ziulkoski, é bom os prefeitos aproveitarem os repasses positivos do FPM para criarem uma poupança, pensando no final do mandado, no fechamento das contas, em sua integridade patrimonial e sua liberdade. Ziulkoski esclareceu o apoio do movimento à PEC, destacando haver questões políticas envoltas, mas a prioridade sempre será o bem do Ente municipal.

A CNM apresentou dados sobre a redução da dívida por região e mostrou que contou com a liderança das entidades estaduais e microrregionais. “Foi uma luta nossa, o relatório da comissão especial incorporou o parcelamento especial dos débitos em 240 parcelas. Abaterá da dívida, se a PEC 23 for aprovada, R$ 36 bilhões. Vai alongar o pagamento, não é dinheiro que entra, é dinheiro que sobra”, pontuou o líder municipalista.

Outro levantamento indica que só com o Regime Geral de Previdência Social-RGPS, a dívida com a Receita está estimada em R$ 78 bilhões. Diante disso, o presidente da CNM alertou ser preciso atuar cirurgicamente para que a matéria seja concluída ainda este ano. Outra pauta debatida é a mudança no piso do magistério, pois o critério atual de reajuste do piso é inviável. Se o critério de reajuste dos professores não for mudado, ano que vem o aumento será de 35%”. Ziulkoski lamentou o fato de o projeto que tratava dessa mudança não ter sido aprovado pela Câmara por apenas três votos.

Ele acredita que, se os senadores aprovarem a PEC 23, os gestores locais terão força para garantir maioria a favor da adoção do INPC para o reajuste do piso dos professores, antes do recesso parlamentar. Vinculado a isso, o presidente da CNM mencionou o impacto da PEC 122 em tramitação na Câmara, que proíbe a criação de despesas sem a indicação de fonte de custeio. “Nós construímos, em 2015, a proposta que proíbe a União de criar despesas sem fonte de pagamento, apresentada pela ex-senadora Ana Amélia. Vamos votar este ano, e acabou essa história de criar pisos com impacto nos cofres locais”, afirmou. Ziulkoski também comentou sobre o Projeto de Lei (PL) 4.852/2026 de parcelamento do Programa de Integração Social e o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público-Pasep em 240 meses.

A mobilização contou ainda com a presença dos presidentes da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), José Patriota; da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), Anteomar da Silva (Babá); da Associação dos Municípios do Espírito Santo (Amunes), Victor Coelho;  da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul Assomasul), Valdir Júnior. Participaram também os presidentes da Federação das Associações dos Municípios do Pará (Famep), Nélio Aguiar;  União dos Municípios da Bahia (UPB), Zé Cocá;  Associação Piauiense de Municípios (APPM), Paulo César Morais; além de representantes da Federação Catarinense de Municípios (Fecam) e da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs).

Conheça a pauta do movimento municipalista na Câmara e Senado

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