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Página - Prefeitos se mobilizam pela inclusão dos municípios na Reforma da Previdência

Prefeitos se mobilizam pela inclusão dos municípios na Reforma da Previdência

Efeito de Onda

Página Prefeitos se mobilizam pela inclusão dos municípios na Reforma da Previdência

  • 08/07/2019 às 08:36

Fonte: Agência de Notícias da AMM com informações da CNM

Crédito: Agência CNM

O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios, Neurilan Fraga, está mobilizando os  prefeitos para estarem em Brasília nos dias  9 a 10 de julho (terça e quarta-feira), para participarem de um movimento  pela inclusão dos municípios na Reforma da Previdência. O encontro será às 9h na sede da Confederação Nacional dos Municípios. A votação do projeto em plenário está prevista antes do recesso, marcado para 17 de julho.

Além dos prefeitos, a Confederação também está mobilizando os vereadores e demais representantes da administração municipal para sensibilizar os parlamentares, mediante a decisão de excluírem os municípios e estados da reforma do sistema previdenciário. O objetivo da mobilização, que se estenderá ao Congresso Nacional, é garantir uma mudança na redação aprovada na comissão especial nesta quinta-feira.
Após três dias seguidos de debate no colegiado, para votação da PEC 06/2019, os deputados contrariaram os apelos de gestores municipais e estaduais de todo o país e aprovaram relatório deixando de fora os 2.108 Municípios e 27 Estados que possuem Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS). Se permanecer assim, estados e municípios que  quiserem alterar as regras dos seus sistemas previdenciários, deverão aprovar legislação em âmbito local. Além disso, fica proibida a criação de novos RPPS por esses entes, assim como a possibilidade de estabelecimento, por lei, de contribuições extraordinárias para segurar déficits nos regimes próprios existentes.
Se aplicadas as regras da PEC aos 2.108 RPPS municipais, estima-se uma redução de despesa de R$ 41 bilhões em quatro anos e R$ 170 bilhões em 10 anos. O valor pode ser ainda maior nas localidades em que a previdência é totalmente capitalizada. Neste caso, o déficit atuarial poderá cair em média 41%. Portanto, além da economia direta com as normas, quando promulgadas, os municípios que depois criarem seus regimes podem reduzir suas taxas de contribuição em até 55%.
Para o movimento municipalista, a retirada fere o princípio da isonomia, ao abranger 3.462 municípios que pagam aposentadorias pela regra geral do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) e excluir 2.108 municípios que possuem Regime Próprio de Previdência Social (RPPS).

Fraga explica que além de ferir autonomia municipal para adotar um sistema previdenciário adaptado a sua realidade, os trechos que proíbem a migração para RPPS e contribuições extraordinárias devem aprofundar ainda mais o déficit fiscal dos municípios. “A inclusão de estados e municípios na Reforma da Previdência é considerada essencial para conter o déficit financeiro crescente desses entes federados que já chega a R$ 200 bilhões. Muitos recursos que estão sendo aplicados em folha de pessoal poderiam ser investidos em setores essenciais, como saúde e educação”, assinalou.

Consequentemente, ficam comprometidos não só o pagamento das futuras aposentadorias, como também da folha de servidores atuais e a oferta de serviços básicos, como saúde e educação. O movimento municipalista defende a reforma da previdência e sua ampliação imediata destacando que é fundamental a manutenção dos municípios na proposta de Emenda à Constituição PEC 06/2019, que vem sendo debatida pelos parlamentares. As lideranças já haviam assinado um manifesto, que foi entregue aos parlamentares mostrando a necessidade da manutenção dos municípios no projeto.

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