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Página - Prefeitos participam de debate sobre proposta de Reforma Tributária

Prefeitos participam de debate sobre proposta de Reforma Tributária

Efeito de Onda

Página Prefeitos participam de debate sobre proposta de Reforma Tributária

  • 18/11/2019 às 16:56

Fonte: Agência de Notícias da AMM

Crédito: Agência de Notícias da AMM

As alterações no sistema tributário nacional, previstas na Proposta de Emenda Constitucional 45/2019, em tramitação na Câmara, foram amplamente debatidas nesta segunda-feira (18), na AMM, por prefeitos e demais participantes do Encontro Municipalista realizado pela instituição. Os principais itens da PEC foram apresentados pelo economista Bernard Appy, que realizou estudos que fundamentaram a elaboração da proposta.

 O texto extingue os tributos federais IPI, PIS e Cofins, o ICMS que é estadual e o ISS, de competência municipal, todos incidentes sobre o consumo. No lugar deles, será criado o Imposto sobre Operações com Bens e Serviços (IBS), de competência dos três entes federativos, e o Imposto Seletivo, de competência federal, sobre bens e serviços específicos.

Appy disse que a PEC propõe que a gestão do imposto seja feita de forma compartilhada pelos três entes federados. “A proposta é manter a carga tributária, sem aumento nem redução, com alíquota uniforme para todos os bens e serviços”, assinalou o economista, destacando que com a migração para o IBS a maioria dos municípios será beneficiada.

O economista disse que entre os benefícios da mudança no sistema tributária destacam-se o aumento dos investimentos, o ambiente federativo mais cooperativo, menos distorções competitivas, melhoria no ambiente de negócios, entre outros.

Além dos prefeitos, participaram do debate representantes dos poderes Executivo e Legislativo estadual, além do setor produtivo. Considerando que o IBS é um imposto sobre o consumo e  a tributação será no destino, os dirigentes estaduais apresentaram a preocupação com as perdas que Mato Grosso e os municípios poderão ter com as mudanças.

O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Rogério Gallo, disse que a previsão é que o estado e os municípios percam cerca de 30% da arrecadação com a transição da tributação para o destino. Gallo ressaltou a matriz econômica de Mato Grosso, estado eminentemente produtor, mas com pequeno potencial consumidor.

O deputado estadual Xuxu Dal Molin disse que é necessário que haja compensação justa para que o estado não acumule perdas financeiras. “Se a tributação é no consumo, como ficaria Mato Grosso, que é um grande produtor, mas pequeno consumidor?”, questionou.

O presidente da AMM, Neurilan Fraga, pediu que Appy, como profundo conhecedor do assunto, dimensione o tamanho da compensação ao estado para que a proposta de ressarcimento também entre em discussão no Congresso Nacional.

O presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso –FIEMT, Gustavo Oliveira, disse que é preciso debater a reforma tributária, mas também discutir estratégias de desenvolvimento econômico. “Para que essa reforma tenha sucesso, é preciso estudar os mecanismos de desenvolvimento das regiões do país”, assinalou.

Participaram também do evento representantes da Federação da Agricultura de Mato Grosso – Famato, Federação das Associações Comerciais e Empresariais de Mato Grosso – FACMAT, entre outros.

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