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Página - Prefeitos estarão em Brasília para mobilização no Congresso Nacional

Prefeitos estarão em Brasília para mobilização no Congresso Nacional

Efeito de Onda

Página Prefeitos estarão em Brasília para mobilização no Congresso Nacional

  • 29/06/2022 às 17:16
  • - Atualizado há 4 anos

Fonte: Agência de Notícias AMM/CNM

Crédito: Divulgação

Para evitar a criação de novas despesas, acentuando o já considerado grave desequilíbrio orçamentário dos municípios, prefeitos de todo o país estão se organizando para participar de uma mobilização em Brasília no dia 5 de julho. A Associação Mato-grossense dos Municípios, está mobilizando os gestores de Mato Grosso para estarem presentes na capital federal, onde vão se reunir com parlamentares e se concentrar no Congresso Nacional para sensibilizar deputados e senadores sobre a aprovação da pauta municipalista em tramitação no Poder Legislativo.

O presidente da AMM, Neurilan Fraga, destacaa importância da presença dos gestores em Brasília, e afirma o momento é decisivo para aprovar medidas de apoio aos municípios antes do recesso parlamentar. “Vamos mobilizar o Congresso Nacional para evitar a criação de novas despesas e redução de receitas para que os prefeitos possam fazer uma administração eficiente que assegure resultados efetivos e atenda os anseios da população”, disse ele, frisando que entre as prioridades do movimento municipalista, está a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição-PEC 122/2015, que proíbe a criação de novos encargos para os municípios sem a devida previsão orçamentária. A proposta já foi aprovada no Senado e pela comissão especial da Câmara, agora aguarda votação no Plenário da Câmara.

Conforme a programação, na parte da manhã, os gestores vão se concentrar na sede da Confederação Nacional dos Municípios-CNM, onde terão as reuniões com os parllamentares das bancadas federais de cada estado. No peíodo da tarde, a mobilização será no Congresso Nacional para sensibilizar os parlamentares sobre a necessidade da aprovação da PEC 122, além de outras pautas de interesse dos municípios brasileiros.

No Congresso Nacional, em apenas seis propostas de pisos salariais para diferentes categorias, o aumento de despesas para os entes locais chega a R$ 55,7 bilhões por ano. Duas dessas medidas estão em estágio avançado – aumento no piso de agentes comunitários de saúde e de endemias foi sancionado e aguarda regulamentação. A criação de piso para enfermeiros e outras categorias de saúde aguarda sanção e aprovação da PEC 11/2022.

As lideranças do movimento alertam sobre o entendimento do governo federal em relação ao reajuste do piso do magistério, soma-se ainda despesa de R$ 30,46 bilhões por ano. A Portaria do Ministério da Educação anunciou em fevereiro percentual de reajuste de 33,24%, embora a CNM mostre  que não há eficácia legal, uma vez que o critério para reajuste do piso em questão tem referência a uma lei revogada.

Ao mesmo tempo que propostas apresentadas na capital federal aumentam as despesas dos municípios, há outras que reduzem as receitas, agravando o cenário. São exemplos a redução de alíquota do ICMS para setores como combustíveis, energia e comunicações e o aumento de isenção no imposto de renda, o que juntos reduzem em R$ 31,5 bilhões/ano os recursos financeiros dos entes locais. A ampliação da desoneração do IPI em 35% para diversos produtos – decretada pelo governo federal – representa outros R$ 6,75 bilhões de recursos que deixarão de chegar aos cofres municipais. 

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