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Página - Prefeitos e lideranças do Vale do Araguaia debatem o Zoneamento Socioeconômico Ecológico

Prefeitos e lideranças do Vale do Araguaia debatem o Zoneamento Socioeconômico Ecológico

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Página Prefeitos e lideranças do Vale do Araguaia debatem o Zoneamento Socioeconômico Ecológico

  • 04/02/2021 às 11:01

Fonte: Agência de Notícias da AMM

Crédito: Assessoria da Prefeitura de Barra do Garças

O Zoneamento Socioeconômico Ecológico, proposto pela Secretaria de Planejamento e Gestão de Mato Grosso, foi o principal tema de discussão entre prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e dirigentes de entidades de classe da região do Vale do Araguaia, nesta quarta-feira, em Barra do Garças. Os prefeitos se manifestaram contrários à proposta apresentada pelo governo. Através da Associação Mato-grossense dos Municípios, as lideranças vão realizar um movimento para mobilizar a população. Por unanimidade ficou definido na reunião que os prefeitos juntos com as entidades de classe farão um esforço concentrado para que a população participe da consulta e manifeste o descontentamento com a proposta.

O presidente da AMM, Neurilan Fraga, ressaltou que o zoneamento pode afetar o desenvolvimento das regiões de Mato Grosso, restringindo algumas atividades que têm na sua base econômica a produção agrícola. Os prefeitos solicitaram que a AMM, Assembleia Legislativa e as entidades de classe que representam os setores econômicos peçam ao governador Mauro Mendes a suspensão da consulta, ou mesmo que recorra à justiça para suspender. “Que paralelamente seja criado um grupo de trabalho com a participação das instituições representantes do segmento econômico como a Famato, Fecomércio, Fiemt e outras entidades, além da AMM e a Assembleia Legislativa, para a elaboração de uma proposta alternativa que seja boa para Mato Grosso e para a população, que prevê na sua essência a produção de riquezas com sustentabilidade econômica, ambiental e social”, disse Fraga.

Enquanto não aprova o zoneamento, os gestores defendem que o governo estadual, estado através da Sema continue emitindo as licenças para que as atividades econômicas continuem, e que as instituições bancárias continuem financiando as atividades econômicas. 

As lideranças também defendem que o grupo de trabalho seja formado por técnicos de instituições como Unemat, Universidade Federal de Mato Grosso, Unicamp e outros, e que o grupo técnico possa propor alternativas ou ajustes para o Zoneamento Socioeconômico Ecológico.

O prefeito de Porto Alegre do Norte e presidente da Associação dos Municípios do Araguaia (AMA), Daniel do Lago, disse que o momento é de preocupação. "O Araguaia está sendo muito prejudicado com essa proposta sobre o zoneamento", explicou. "A preocupação não é só minha, é de todos. Temos que tomar algumas iniciativas para não deixar acontecer da maneira que querem. É preciso fazer da maneira correta para que não afete a produção e o desenvolvimento", assinalou. Já o vice-prefeito de Barra do Garças, professor Sivirino Souza, reiterou o apoio aos municípios afetados pelo novo zoneamento. Ele frisou que essa é uma decisão que pode levar o Araguaia a uma derrocada econômica. “Temos que tomar a iniciativa de fazer isso de uma forma que não afete a produção e o desenvolvimento da nossa região”, observou.

A proposta do novo zoneamento abrange os municípios de Cocalinho, Água Boa, Nova Nazaré, Novo Santo Antônio, São Félix do Araguaia, Luciara, Canarana, Porto Alegre do Norte, Santa Terezinha, Nova Xavantina, Confresa, Vila Rica, Ribeirão Cascalheira, Serra Nova Dourada, Araguaiana, Bom Jesus do Araguaia e Canabrava do Norte, áreas ribeirinhas e afastadas dos rios Araguaia, das Mortes e Cristalino.

 

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