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Página - Prefeitos avaliam a Marcha em defesa dos municípios

Prefeitos avaliam a Marcha em defesa dos municípios

Efeito de Onda

Página Prefeitos avaliam a Marcha em defesa dos municípios

  • 13/05/2016 às 17:42

Fonte: Agência de Notícias da AMM

Crédito: Agência de Notícias da AMM

Prefeitos de Mato Grosso, liderados pelo presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios, Neurilan Fraga, participaram da XIX Marcha em Defesa dos Municípios, encerrada nesta quinta-feira(12), em Brasília. A mobilização do movimento municipalista foi um momento importante para  apresentar as necessidades dos municípios de todo o país.

Neurilan destacou a atuação da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) diante luta dos gestores. Na sua avaliação, os prefeitos   demonstraram a sua força e a esperança de solução dos problemas que afetam diretamente a população. Ele frisou que uma das metas é acabar com o subfinanciamento dos programas, pois o governo federal criou os programas, mas não está liberando os recursos necessários para a manutenção nos municípios. Outra luta dos prefeitos é a reforma do pacto federativo, para que haja um equilíbrio no orçamento das administrações municipais. “Queremos que os municípios sejam tratados com prioridade pelo Governo Federal e também pelo Congresso Nacional”, observou.  

Durante a Marcha, os gestores acompanharam a discussão sobre vários temas. Entre eles, a atualização dos valores dos programas do governo federal, a judicialização da saúde, o transporte escolar, o piso salarial do magistério, o programa de resíduos sólidos, parcelamento de dívidas previdenciárias, o Fundo de Participação dos Municípios, além da queda de receita.

O prefeito de Porto Esperidião, Gilvan Aparecido de Oliveira, alertou para o fato da constantejudicialização da saúde, que vem prejudicando os municípios. O setor da saúde vive um caos devido insuficiência de recursos e em muitas regiões, a situação foi agravada com a incidência de casos de dengue nos últimos meses.  Os recursos repassados não atendem a grande demanda da população que necessita de atendimento nos postos de saúde, medicamentos, exames  e tratamento. “Somente com a mobilização é que podemos conseguir melhorar este quadro” garantiu.   

Na opinião do prefeito de  Dom Aquino Josair Lopes, os prefeitos continuam pires na mão a espera de recursos para solucionar os problemas. Ele ressaltou ainda que muitos gestores já estão finalizando o mandato e não conseguiram resolver as questões inerentes a administração. "São os desafios de final de mandato, com compromissos da Lei de Responsabilidade Fiscal", lembrou.

Para o prefeito de Salto do Céu, Wemerson Adão Prata, a situação pode mudar para os municípios,  se houver de fato a votação de um novo modelo do  pacto federativo, com a distribuição do bolo tributário nacional. “O FPM ainda é o fundo de sobrevivência de muitas prefeituras, principalmente as pequenas. O pior é que estamos convivendo com as constantes quedas no repasse dos valores. O FPM teve variações ao longo do ano passado e este ano, começou queda, afetando as prefeituras”,  disse ele. 

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