Página - Painel do Diálogo aborda gestão dos resíduos sólidos e o desenvolvimento do Centro-Oeste
Painel do Diálogo aborda gestão dos resíduos sólidos e o desenvolvimento do Centro-Oeste
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Página Painel do Diálogo aborda gestão dos resíduos sólidos e o desenvolvimento do Centro-Oeste
Crédito: Agência CNM
O presidente da Associação Goiana de Municípios (AGM), Cleudes Baré, iniciou as atividades da tarde no Diálogo Municipalista – Encontros Regionais do Centro-Oeste. O segundo painel do dia tratou da gestão dos resíduos sólidos e teve a participação do secretário de Meio Ambiente do Estado de Goiás, Wilmar Rocha, convidado pelas entidades estaduais parceiras na promoção do evento.
Rocha avalia positivamente o projeto que busca a expansão do prazo previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos. “É bom por ser escalonado”, disse. Ele alertou que, em todo o Brasil, apenas dez Estados possuem o planejamento estadual. Nesse contexto, destacou que o problema não é exclusivo dos Municípios.
O projeto mencionado pelo secretário passou pelo Senado e está em regime de urgência na Câmara dos Deputados. Ele foi redigido pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) e apresentado pelo deputado André Moura (PSC-SE).
Desenvolvimento regional
Eliel Mendes, da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), também atendeu ao convite para palestrar no Diálogo Municipalista, em Caldas Novas (GO). Em geral, ele assegurou que a Sudeco está à disposição dos gestores e do empresariado para buscar avanços por meio dos fundos que impulsionam o desenvolvimento da região.
“Alguma coisa pode ser levada de benefício para os Municípios”, disse. Para a CNM, este é o momento se buscar oportunidades e vencer a crise.
Momento inglório
Antes do painel, o presidente da AGM, que não havia participado da abertura oficial do evento, pediu a palavra para falar sobre o “momento inglório” que o País vive com a política e a economia. “A sociedade cobra e isso requer dinamismo extraterrestre e paciência de Jó para poder desvencilhar das dificuldades e embates com os Ministérios Públicos e do número de leis que vão se criando ao longo de tempo sem análise do que causam aos gestores municipais. Isso requer vigilância constante, para sairmos com menos problemas e processos possíveis ao deixarmos nossos cargos”, ressaltou.
Baré discursou com tom rigoroso sobre as mudanças necessárias. “Infelizmente este modelo federativo estrangula os prefeitos. Podemos perceber que todos os prefeitos estão com problemas judiciais. Isso afasta o desejo de ser homem público, torna o político sem importância. Enquanto isso não mudar, o Brasil não muda. Quanto tem de dinheiro e quem fica com ele? Quais são as obrigações e a quem elas foram dadas? Se a mudança não ocorrer, vamos ficar vivendo com inglórias”, finalizou.
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