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Página - Oficina ODS inicia destacando a importância dos gestores municipais

Oficina ODS inicia destacando a importância dos gestores municipais

Efeito de Onda

Página Oficina ODS inicia destacando a importância dos gestores municipais

  • 12/12/2018 às 09:00

Fonte: Agência CNM

Crédito: Agência CNM

“Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável [ODS] só vão ser alcançados se nós tivermos a capacidade de chegar a cada um dos gestores locais”, disse o presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Glademir Aroldi, durante a abertura do Taller Internacional de Implementacion de los Objetivos de Desarrollo Sostenibole. Sediado pela CNM, o evento teve suas atividades iniciadas na manhã desta terça-feira, 11 de dezembro, e Aroldi destacou a missão dos gestores locais e regionais de melhorar a vida das pessoas.

Para o presidente da CNM, o envolvimento dos gestores municipais é a chave mestra para conquistar os objetivos apresentados pela Agenda 2030 e para construir um país melhor. “A missão principal é fazer com que isso chegue a cada Município”, reforçou Aroldi diversas vezes. Ele completou: “o nosso compromisso, o compromisso dos prefeitos, é com o Brasil, é ajudar a construir um país melhor. Mas, a nossa missão, ela é, talvez, a mais nobre de todas. É trabalhar para melhorar a vida das pessoas”, ressaltou.

“Se nós, efetivamente, avançarmos na Agenda 2030 nós estaremos cumprindo a nossa missão, porque isso é melhorar, efetivamente, a vida das pessoas, especialmente as pessoas menos favorecidas economicamente, as pessoas que mais precisam dos serviços públicos. Então essa é uma missão nobre, árdua até, mas nós precisamos enfrentar”, afirmou o líder municipalista nacional. Ele foi categórico ao dizer que “não tem outra forma, não tem outro meio, se o gestor local não abraçar isso nós não vamos a lugar nenhum”.

Expectativa
Ainda em sua fala, o líder municipalista mencionou a expectativa em torno do próximo governo, liderado por Jair Bolsonaro, e deu voz ao slogan da campanha “Menos Brasília e mais Brasil”. Aroldi entende que essa frase representa o compromisso do governo de fortalecer os governos locais. “Menos poder central e mais poder local. Ele quer empoderar o poder local, e nós estamos com muita expectativa”, esclareceu. De acordo com o representante da CNM, o que mais chama atenção é a vontade do próximo presidente de fazer um governo voltado para as futuras gerações, em parceria com Estados e Municípios.

O presidente da CNM agradeceu a presença de todos os participantes e das entidades internacionais que viabilizaram a promoção do encontro na sede da entidade, em Brasília. Também estão na mesa de abertura a representante da Secretaria de Relações Político-sociais da Presidência da República, Carmem Bueno; a representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) Brasil, Ieva Lazareviciute; e do prefeito e representante da Associação de Municípios Equatorianos (AME), Ramses Torres.

Atuação
Ao falar em nome do secretário Nacional de Articulação Social, Henrique Villa, a representante do governo federal destacou o privilégio do Brasil de contar com o trabalho da CNM. “As atividades desenvolvidas pela CNM vêm reforçar as atividades desenvolvidas pela Comissão Nacional e contribui especialmente na disseminação da Agenda 2030 em toda a rede de Municípios brasileiros. A transversalidade e a integração dos ODS fazem com que nossas políticas públicas, tanto federias como estaduais e municipais tenham efeito sinérgico e sustentável para o desenvolvimento econômico, social e ambiental no Brasil”, salientou Carmem.

Ela também mencionou algumas ferramentas desenvolvidas pela entidade como o Guia para Integração dos ODS nos Municípios Brasileiros e a Mandala de Desempenho Municipal. Segundo a representante do governo, uma vez que a vida acontece nos Municípios, “o melhor e mais rápido caminho para implantação da Agenda 2030 é o alinhamento das políticas públicas municipais com as metas dos ODS”. 

Avanços
Já o prefeito equatoriano aproveitou sua participação para ressaltar a importância de se trabalhar unido em busca do desenvolvimento dos ODS na América Latina. “Esse é um espaço importante que assumimos com responsabilidade incomum por termos representação de vários países e de Entes Nacionais e Subnacionais”, disse o municipalista. Por fim, a oficial para interiorização dos ODS do Pnud reforçou os avanços registrados nos três anos de existência da Agenda, os desafios de se promover os objetivos e de alcançar as metas.

“Esses três anos nos dão uma indicação de quais outros desafios estão pela frente na implementação dos ODS nos Municípios e nos Estados, não apenas brasileiros, mas na América Latina como todo e no mundo inteiro”, disse a representante do Pnud. Ela pontuou três estratégias fundamentais para alcançar resultados congruentes, são elas: fazer mais com menos; promover a inclusão de todos; e desenvolver políticas que garantam resiliência, que retirem as pessoas da condição de vulnerabilidade e não as faça retornar para pobreza por qualquer motivo adverso. 

Parceria
A oficina conta com a parceria do Programa de Articulação de Redes Territoriais do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (ART-Pnud), da Ciudades y Gobiernos Locales Unidos (CGLU), da Federación Latinoamericana de Ciudades, Municipios y Asociaciones Municipalistas (Flacma) e da União Europeia.

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