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Página - Municípios de Mato Grosso esperam receber este ano os recursos da Lei Kandir

Municípios de Mato Grosso esperam receber este ano os recursos da Lei Kandir

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Página Municípios de Mato Grosso esperam receber este ano os recursos da Lei Kandir

Lei Kandir

  • 27/11/2020 às 10:14

Fonte: Agência Senado

Autor: Agência de Notícias da AMM

Crédito: Beto Barata

Os prefeitos de Mato Grosso aguardam com expectativa a liberação dos recursos da Lei Kandir, de acordo com o Projeto de Lei Complementar 133, de autoria do Senador Wellington Fagundes, que foi aprovado o aprovado pelo plenário na última semana. A meta é compensar as perdas na arrecadação provocadas pela isenção de ICMS com as exportações. O projeto já está tramitando na Câmara dos Deputados, após a aprovação, segue para a sanção da presidência da República.

Conforme a proposta, os recursos serão destinados   para 13 estados brasileiros. Dos R$ 65,5 bilhões definidos no acordo, a União entregará o montante de R$ 58 bilhões de forma escalonada no período de 2020 e 2037, previstos na PEC 188/19, referente a proposta do Pacto Federativo. Será acrescido R$ 3,6 bilhões divididos em parcelas até 2030. Além disso o pacote inclui R$ 4 bilhões da receita a ser obtida a título de bônus de assinatura com os leilões dos blocos de Aratu e Sépia na Bacia de Santos. Os recursos serão repassados, quando houver os leilões e os valores confirmados nas vendas.

Mato Grosso, sendo um dos maiores exportadores de produtos primários e semielaborados, deverá receber R$ 1,6 bilhão nos próximos três anos. Se o projeto for aprovado e sancionado este ano, estão previstos R$ 180 milhões para o estado e R$ 13 milhões para os municípios. A transferência dos recursos segue os mesmos critérios de rateio aplicados ao ICMS, sendo 75% para os estados e 25% para os municípios.

O presidente da AMM, Neurilan Fraga destaca que que os gestores esperam que a Câmara dos Deputados aprecie e vote com agilidade o projeto, e envie a Lei Complementar para sanção do presidente da República, para que os valores sejam liberados até o final de dezembro.

Fraga, destacou a luta conjunta com o Senador Wellington Fagundes. Ele  lembrou que a compensação é uma pauta que sempre foi defendida pelo movimento municipalista. Neurilan frisou que desde 2015, quando assumiu o comando da instituição, esteve junto com o Senador para lutar pelos recursos da Lei Kandir. “Destaco o grande empenho do Senador que não mediu esforços, provocou a criação da Comissão Mista no Senado, que tratou deste tema. A aprovação do projeto no Senado, foi uma conquista extraordinária para Mato Grosso”, disse ele.

O Senador Wellington Fagundes ressaltou que a compensação aos estados e municípios exportadores é uma questão de justiça com a população. Ele lembrou que a indefinição se arrastava há anos e destacou que a solução é importante para o federalismo brasileiro. A aprovação da matéria também, segundo ele, afasta o risco de abalar o Pacto Federativo, já que o assunto causava instabilidade política e jurídica.  “O projeto garante recursos que vão ajudar os municípios a melhorar as condições administrativas, ofertando melhor saúde, melhor educação, melhor assistência social, melhor qualidade de vida e valorização das cidades”, disse ele. Esta é uma luta antiga que materializamos com a aprovação da Comissão Especial e do relatório de minha autoria, que se reconhece a divida histórica com os estrados e municípios.

Criada em 1996, a Lei Kandir isenta do recolhimento de ICMS produtos primários e semielaborados, como a soja, milho, algodão, carnes, madeira e minérios. Essa isenção visava a incentivar as exportações nacionais e conceder mais competitividade internacional ao país. Ao longo do tempo, no entanto, Estados e municípios alegaram que a compensação, a ser paga pela União, não estava ocorrendo de forma justa. A falta de um instrumento eficiente para compensação levou os estados e municípios a questionarem no STF, que indicou que o Congresso Nacional deveria regulamentar as transferências.

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