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Página - Municípios da região Norte se organizam para construção de aterro sanitário

Municípios da região Norte se organizam para construção de aterro sanitário

Efeito de Onda

Página Municípios da região Norte se organizam para construção de aterro sanitário

  • 23/06/2023 às 16:11

Fonte: Agência de Notícias da AMM com informações do TCE/MT

Crédito: Divulgação AMM

Prefeitos e representantes de várias instituições se reuniram nesta quinta-feira (22) para debater a instalação de aterro sanitário com capacidade para atender seis municípios da região Norte de Mato Grosso. A reunião foi realizada pelo Tribunal de Contas e contou com a participação de dirigentes e representantes da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Tribunal de Justiça, Ministério Público de Mato Grosso, Ministério Público Federal, Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Defensoria Pública, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), entre outros. A implantação dos aterros é uma demanda importante para os municípios, considerando a necessidade de cumprimento de legislação federal e a preocupação dos gestores com a destinação adequada dos resíduos sólidos.

Levando em conta o alto custo de implantação do aterro e a limitação financeira das prefeituras, uma das alternativas aventadas para custear a estrutura é a aplicação de recursos provenientes de compensação socioambiental referente à construção da usina hidrelétrica Teles Pires, localizada em Paranaíta.

No dia 10 de julho os prefeitos voltam a se reunir para entregar a representante da empresa uma proposta de implantação de infraestrutura de armazenamento, coleta e transporte do lixo dos municípios da região. O objetivo é entrar em um consenso para que a empresa assuma os custos, considerando que o acordo de compensação pelos danos ambientais causados pela construção da usina não foi integralmente cumprido.

O presidente da AMM, Neurilan Fraga, destacou que a proposta será elaborada em conjunto pelos prefeitos e as instituições participantes da reunião desta quinta-feira para assegurar legitimidade, transparência e segurança jurídica às tratativas. “No dia 24 de julho teremos uma reunião final para receber a manifestação da empresa se aceita a proposta que será apresentada pelos municípios. A partir daí teremos condições de definir os próximos passos para assegurar a construção do aterro e a destinação adequada dos resíduos sólidos da região”, frisou.

Os seis municípios a serem atendidos são: Alta Floresta, Apiacás, Carlinda, Nova Bandeirantes, Nova Monte Verde e Paranaíta. A estimativa é que todos juntos gerem um total de 91 toneladas/dia de resíduo bruto. Dependendo da forma de organização serão necessárias estações de transbordo, lixeiras e caminhões de coleta seletiva.

Para o prefeito de Paranaíta, Osmar Moreira, o passivo financeiro não pode ser ignorado pelas prefeituras. “A responsabilidade do gestor é dar fim a esses resíduos de maneira sustentável, de modo que não se tornem lixões novamente. Este novo modelo ambiental não tem mais como ficar fora das gestões”, assinalou.    

A reunião no TCE foi coordenada pelo presidente da Comissão Permanente de Meio Ambiente e Sustentabilidade (CPMAS), conselheiro Sérgio Ricardo, que lembrou a urgência de ações para destinação final ambientalmente adequada de resíduos sólidos, em cumprimento à Política Nacional de Resíduos Sólidos.  

Também participaram das discussões prefeitos e representantes de Carlinda, Guarantã do Norte, Apiacás, Nova Monte Verde, Nova Bandeirantes e Nova Canaã do Norte.

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