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MT Hemocentro é referência nacional na área de hematologia
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Sob a responsabilidade da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), o Hemocentro de Mato Grosso (MT Hemocentro) é a única unidade de banco de sangue público do Sistema Único de Saúde (SUS) e principal responsável pelo abastecimento sanguíneo das unidades hospitalares públicas, tanto da capital quanto do interior do estado, juntamente com a Hemorrede (Unidades de Coleta e Transfusão). Porém, o atendimento vai muito além da simples coleta de sangue dos doadores. Foi o que explicou, Gian Carla Zanela, diretora-geral do MT-Hemocentro.
A diretora conta que, além do MT-Hemocentro em Cuiabá, outras 14 Unidades de Coleta e Transfusão, todas localizadas estrategicamente pelo estado, em cidades como Rondonópolis, Tangará da Serra, Sinop, Alta Floresta, Barra do Garças, barra do Bugres, Cáceres, Juína, Juara, Água Boa, Colíder, Primavera do Leste e Porto Alegre do Norte, estão preparadas para atender os hospitais públicos e até mesmo os privados e doadores, que são a peça principal que movimenta toda a engrenagem, além dos mais de 160 profissionais, que realizam todos os processos de coleta e produção de bolsas de componentes do sangue.
Quando se fala em doação de sangue, a maioria das pessoas pensam que se trata apenas de um serviço simples, que começa na coleta, passando pelo processamento do sangue e, posteriormente, enviado para uma unidade hospitalar para transfusão de uma pessoa e fim. Mas, não é bem assim que o processo acontece.
“Muita gente acha que um banco de sangue só é necessário quando uma pessoa perde muito sangue e precisa de uma transfusão, a exemplo de um acidente, mas não é somente nestes casos, pois sempre que falar em cirurgias eletivas ou de urgência e emergência tem que haver bolsas de sangue disponíveis para manutenção da vida, pois o sangue leva o oxigênio para todas as células do nosso corpo, sem o qual ninguém sobrevive. Os doadores para nós têm muito valor, são eles que movimentam a nossa ‘linha de produção’, onde são separados os componentes do sangue produzidos por meio da doação voluntária e altruísta, que são o concentrado de plaquetas, crioprecipitado, concentrado de hemácias e plasma, onde cada um destes componentes são utilizados para diferentes doenças e urgências”, pontuou a diretora.
O MT-Hemocentro distribui sangue para: Pronto Socorro Municipal de Cuiabá; Pronto Socorro Municipal de Várzea Grande; Hospital Universitário Júlio Muller; Hospital Metropolitano; Hospital São Benedito; Municípios da baixada cuiabana e Regional de Diamantino, sendo retaguarda para todos os municípios do estado por intermédio das Unidades de Coleta e Transfusão e Agências Transfusionais sob sua coordenação técnica.
Outros tratamentos oferecidos pelo MT-Hemocentro
O Hemocentro também possui na sua central, em Cuiabá, um Ambulatório especializado de referência no tratamento de crianças e adultos com doenças hematológicas não-oncológicas, entre elas a hemofilia, púrpura, talassemia, aplasia medular e a anemia falciforme, visto que, segundo dados do Ministério da Saúde, Mato Grosso figura entre os estados com um número significativo de pacientes com doenças hematológicas no país.
“Mensalmente são atendidos em nosso ambulatório aproximadamente 350 pacientes com doenças hematológicas provenientes de todo o estado; muitos deles pacientes frequentes, que vem regularmente à capital para fazer o tratamento. Esse é um dos motivos pelos quais tanto os doadores de sangue quanto as parcerias com as empresas da iniciativa privada e Instituições Públicas, são de extrema importância, pois nossos pacientes dependem de transfusões de sangue regulares para seus tratamentos. Ou seja, a demanda é grande”, destacou Gian Carla.
Queda de doações na pandemia
Gian Carla conta sobre a dificuldade imposta ao Hemocentro pela pandemia do novo Coronavírus, e que tem sido uma das preocupações de toda a hemorrede a queda no número de doações no ano de 2021. Devido ao receio de contaminação e segurança na doação de sangue e a dificuldade de virem até a sede do hemocentro para fazerem sua doação de sangue e o fato do Hemobus (Unidade de Coleta Móvel), não poder ir até onde o doador, facilitando a acessibilidade e com isso, aumentando o número de doações.
“Antes da pandemia, tinha pessoas que vinham com frequência fazer suas doações, muitos deles nos períodos exatos de doação, que é a cada 3 meses para as mulheres e 2 meses para os homens, sendo que as mulheres podem fazer 03 doações/ano e homens 4 doações/ano. Com os reflexos da pandemia, houveram quedas significativas em 2021, sendo a pior taxa de doação dos últimos tempos registrada no mês de junho, com apenas 918 coletas – uma queda de 49%”, ressaltou Gian Carla.
O trabalho é voltado para a sensibilização e fidelização de novos doadores de sangue, pois a necessidade é diária, onde ao mesmo tempo que ocorrem as doações de sangue, há também a distribuição dos hemocomponentes para a rede pública estadual.
Podem doar sangue pessoas que estejam bem de saúde, tenham peso acima dos 51 quilos, idade entre 16 e 69 anos, devem vir sempre alimentados, se vierem após o almoço devem aguardar 1 hora e evitar aporte de comida gordurosa, ingerir água e ter dormido no mínimo 6 horas na noite anterior a doação. No ato da doação, o doador deverá apresentar um documento oficial com foto (Carteira de Identidade, Carteira Nacional de Habilitação, Carteira Nacional de Habilitação Digital, Carteira de Trabalho, Passaporte, Registro Nacional de Estrangeiro, Certificado de Reservista e Carteira Profissional emitida por entidade de classe).
Os homens podem doar sangue a cada dois meses. Já as mulheres, podem fazer a doação a cada três meses. Doações de sangue precisam ser feitas constantemente, respeitados os intervalos mencionados, porque o sangue coletado tem validade de uso. Pessoas que tiveram Covid-19 também podem fazer doação, desde que estejam curadas e sem os sintomas da doença há mais de 30 dias ou mais.
Em Cuiabá, o MT Hemocentro está localizado na Rua 13 de Junho, número 1055, no Centro Sul da capital.
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