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Página - Movimento municipalista busca assinaturas para inclusão da PEC de unificação das eleições na CCJC

Movimento municipalista busca assinaturas para inclusão da PEC de unificação das eleições na CCJC

Efeito de Onda

Página Movimento municipalista busca assinaturas para inclusão da PEC de unificação das eleições na CCJC

  • 13/06/2019 às 08:28

Fonte: Agência CNM

Crédito: Fábio Pozzebom

A unificação das eleições e coincidência dos mandatos de cargos eletivos federais, estaduais e municipais ganharam relevância nas últimas semanas em meio aos debates das reformas estruturantes das quais o país precisa. Para garantir a tramitação de uma proposta favorável ao pleito, o presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Glademir Aroldi, esteve na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira, 12 de junho.

Acompanhado do relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 376/2009, deputado Valtenir Pereira (MDB-MT), ele coletou as assinaturas necessárias para o pedido de inclusão da proposição como item extra pauta na lista de votação da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).

Após a matéria entrar em pauta, porém, eram necessários 34 votos favoráveis dos membros do colegiado para ela ser incluída na ordem dos trabalhos, o que não foi possível em razão do baixo quórum. Foram 26 votos favoráveis e 14 contrários. Um dos maiores entraves continua sendo a resistência de alguns parlamentares e partidos. Maior bancada, a do PSL – que é inclusive a do presidente da Comissão, Felipe Francischini (PSL-PR) –, orientou contra.

Articulação
Como acordado com outras lideranças municipalistas em reuniões da CNM com as entidades estaduais, o movimento irá primeiro sensibilizar os parlamentares da CCJC para que a constitucionalidade da PEC seja votada. Para isso, é necessário incluir o texto na extensa e disputada pauta do colegiado. Em seu parecer, favorável à medida, o relator apresenta inúmeros argumentos para a admissibilidade, inclusive com decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o tema.

A CNM reforça que o objetivo da proposta de reforma é reduzir os custos financeiros e políticos das eleições, incluindo o tempo gasto com as campanhas eleitorais – que intercaladas, desgastam o gestor local a cada dois anos e não quatro, já que ele também se envolve nos pleitos estaduais. Além disso, a mudança possibilita o alinhamento de planejamento e execução de políticas públicas entre a gestão governamental nos três níveis.

Sem a quantidade necessária de assinaturas para garantir a apreciação nesta quarta, a Confederação espera maior atenção dos gestores e dos parlamentares para a proposta nos próximos dias. Como novas regras eleitorais precisam ser promulgadas com um ano de antecedência, ou seja, até setembro, há interesse de garantir celeridade na tramitação.

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