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Página - Ministro Gilmar Mendes suspende julgamento do piso da enfermagem

Ministro Gilmar Mendes suspende julgamento do piso da enfermagem

Efeito de Onda

Página Ministro Gilmar Mendes suspende julgamento do piso da enfermagem

  • 26/05/2023 às 08:02

Fonte: Agência CNM

Crédito: STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes pediu vistas nesta quarta-feira, 24 de maio, no julgamento do processo que trata do piso da enfermagem no plenário virtual. O magistrado tem até 90 dias para devolver o processo. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) atua fortemente junto ao Judiciário e considera fundamental a decisão para que seja aprofundada a análise acerca da Portaria 597, republicada pelo Ministério da Saúde na última sexta-feira, 19.

Até o momento, foram registrados dois votos. O primeiro foi do ministro Roberto Barroso, que concedeu a liminar e sugeriu suspendê-la parcialmente, definindo o pagamento aos limites do que a União der em assistência. O segundo voto foi proferido pelo ministro Edson Fachin. Ele sugere que seja revogada integralmente a decisão cautelar, o que, na prática, significa o custeio pelos Municípios do valor que excede o repasse feito pelo governo.

Em reunião realizada com mais de 1,8 mil gestores na sexta, a CNM recomendou cautela, tendo em vista que a Portaria do Ministério da Saúde apresenta diversas inconsistências e o Plenário do STF ainda não concluiu o julgamento. Além disso, os recursos não entraram em conta. Estimativas da CNM apontam impacto de R$ 10,5 bilhões apenas aos Municípios.

Durante a reunião, muitos gestores expuseram a realidade dos seus Municípios. Os questionamentos apresentados pelos gestores, bem como estudos realizados pela CNM, foram protocolados no Ministério da Saúde e no STF a fim de obter respostas sobre a insuficiência de recursos para o pagamento do piso e a insegurança jurídica do repasse não permanente, além de como o governo federal pretende distribuir os recursos previsto em portaria.

A CNM atua para garantir o repasse integral e contínuo para o pagamento do piso da enfermagem. A entidade apresentou em dezembro a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 25/2022, que eleva em 1,5% o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que daria R$ 10,5 bilhões e seria uma fonte definitiva para o custeio. “Nenhum de nós é contra o piso, mas a gente precisa torná-lo viável. A CNM está fazendo a sua parte para viabilizar a implementação”, destaca o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski.

Inconsistências
A publicação dos recursos a serem recebidos é motivo de grande preocupação para a CNM, em função de quatro motivos principais: i) as inconsistências características entre as bases de dados utilizadas pelo MS; ii) a opção pela utilização de quantitativos desatualizados de profissionais da enfermagem para o cálculo dos repasses; iii) a flagrante desigualdade de repasses entre os Municípios e, em especial, entre aqueles que contratam mão-de-obra por tempo determinado e iv) a atribuição aos Municípios do levantamento dos prestadores de serviços que atendam até 60% dos pacientes de sua rede pelo SUS. A CNM estima que 65% das cidades receberão recursos insuficientes para custear o piso da enfermagem.

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