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Página - Médicos cubanos poderão ser contratados sem intermédio do governo federal

Médicos cubanos poderão ser contratados sem intermédio do governo federal

Efeito de Onda

Página Médicos cubanos poderão ser contratados sem intermédio do governo federal

  • 28/04/2017 às 09:44

Fonte: Agência CNM

Crédito: Araquém Alcântara

Um anúncio feito nesta quinta-feira, 27 de abril, pelo Ministério da Saúde promete mudar a forma de contratação dos médicos cubanos atuantes no Programa Mais Médicos. Segundo a pasta, Estados e Municípios poderão fazer um convênio direto com a Organização Panamericana de Saúde (Opas), sem intermédio do governo.

Durante a coletiva, o ministro da Saúde, Ricardo Barros dissr que a medida foi uma resposta à demanda das prefeituras que não estavam inscritas no Programa e de outras que solicitaram ao governo federal a contratação de profissionais além de cota estipulada. “Estamos respondendo às 1.500 prefeituras que não aderiram [ao Mais Médicos] e que agora solicitaram a inclusão, mas por questões orçamentárias não puderam ser atendidas”, disse.

No convênio direto com a Opas, fica a cargo das prefeituras e dos governos estaduais a contratação e remuneração dos médicos. Atualmente, os Entes participantes do Programa têm como responsabilidade o custeio apenas de moradia, alimentação e transporte desses profissionais.

O Ministério adiantou que vai elaborar um modelo padrão de contrato e orientar sobre questões legislativas, informou o ministro. Os financiamentos federais também ocorrerão somente para a criação de novas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Convênio atual

De acordo com a pasta, as vagas criadas por meio deste novo modelo não vão interferir no convênio firmado com o governo cubano. Atualmente, são 18.200 vagas para os Mais Médicos, sendo 10.400 ocupadas por profissionais cubanos. O governo quer reduzir, em quatro anos, o número de vagas para os estrangeiros em 7.400.

A medida, com seus detalhamentos, será oficializada no Diário Oficial da União (DOU), que ainda não tem data certa de publicação. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) aguarda a publicação do texto para emitir posicionamento sobre a mudança.

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