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Página - Marcha 20 anos de conquista em defesa dos municípios

Marcha 20 anos de conquista em defesa dos municípios

Efeito de Onda

Página Marcha 20 anos de conquista em defesa dos municípios

  • 15/05/2017 às 09:28

Fonte: Agência CNM

Crédito: Agência CNM

A marcha dos cachorros. Assim ficou conhecida a primeira Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, realizada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) entre os dias 18 e 20 de maio de 1998. O nome surgiu porque os quase 2,5 mil gestores municipais presentes à capital federal foram recebidos no Palácio do Planalto pela tropa de choque da Polícia Militar do Distrito Federal e integrantes do Exército com cachorros prontos para atacar, ao invés do presidente da República.

No entanto, apesar do confronto, a data simboliza um marco para o movimento municipalista. “Houve um divisor de águas em relação ao Executivo e ao Congresso Nacional”, destaca o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski. A primeira Marcha representou, assim, o início de grandes conquistas aos Municípios brasileiros. Em quase duas décadas de luta, as vitórias do movimento superam a marca de R$ 500 bilhões, valor que terá um aumento relevante se considerarmos as vitórias obtidas entre junho de 2016 até o momento.

Ao relembrar os avanços obtidos ao longo de 20 anos, por meio das Marchas que consagraram e reconheceram o movimento municipalista nacional, Ziulkoski destaca: “nada disso seria possível sem a união entre os prefeitos. Vamos continuar lutando pelo fortalecimento do municipalismo”, aponta. A Marcha também fez crescer a força do municipalismo no cenário internacional, e a CNM assumiu o protagonismo na representação política e na busca de oportunidades de cooperação e promoção econômica para os Municípios brasileiros.

Como surgiu

O ano de 1998 marcou o surgimento de um movimento capaz de unir prefeitos dos 5.568 Municípios brasileiros e dar voz aos prefeitos e beneficiar milhares de cidadãos. Até aquele momento, os Municípios tinham pouca força e, como consequência, enfrentavam um pacto federativo cada mais desigual.

A Marcha foi criada em Praia Grande, no litoral paulista. Surgiu a proposta de fazer uma mobilização com todos os prefeitos do Brasil, Ziulkoski explicou que a entidade vinha obtendo o reconhecimento devido à participação e aos posicionamentos tomados frente a temas importantes. O presidente da Confederação defendia que o debate chegasse a Brasília, no entanto, a ideia não obteve muito apoio.

Apesar disso, a proposta de realizar um debate mais forte na capital federal não foi deixada para trás. A articulação para tirar do papel a iniciativa se iniciou logo após o fim do evento. “De dentro da Kombi, indo para o aeroporto, conversei com alguns companheiros e eles me apoiaram. Vamos fazer a Marcha”, lembra Ziulkoski. De uma sala improvisada, em Brasília, Ziulkoski começou a fazer ligações e a articular a mobilização da Marcha. Como a CNM não tinha recursos, o líder municipalista, conseguiu reservar auditório Petrônio Portela, no Senado Federal.

Muitos prefeitos não queriam se vincular à CNM porque a entidade falava duramente contra o presidente da República, causando desconforto para alguns gestores, que dependiam dos repasses da União. Outros prefeitos, no entanto, apostaram na mobilização. Na segunda-feira, dia 18 de maio de 1998, Brasília recebeu uma quantidade nunca antes vista de gestores municipais e Ziulkoski se tornou “O gaúcho que mobilizou mais de 2 mil prefeitos”.

De policiais e cachorros a tapete vermelho

As vitórias, no entanto, não ficaram restritas a valores a mais destinados aos cofres municipais. Após não serem recebidos no Palácio do Planalto em 1998, o movimento municipalista ganhou força e a Marcha se consolidou como o maior evento político em número de autoridades do mundo. A cada ano, a participação de prefeitos, vereadores, secretários e outros municipalistas fortalece o movimento e transforma-se em melhores condições de vida ao cidadão.

Em 2003, pela primeira vez na história da Marcha, um presidente da República participou da mobilização, acompanhado de 14 ministros de Estados, governadores e parlamentares. Já em 2011, os gestores foram recebidos no Congresso Nacional, com tapete vermelho e banda, e o presidente da CNM foi homenageado com a medalha de honra da Câmara dos Deputados pelo presidente da Casa, deputado Marco Maia.

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