Página - Manobras contra votações e escolha dos integrantes da comissão do impeachment devem movimentar semana
Manobras contra votações e escolha dos integrantes da comissão do impeachment devem movimentar semana
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Página Manobras contra votações e escolha dos integrantes da comissão do impeachment devem movimentar semana
Crédito: Pedro França
A semana começa com perspectiva de muitas manobras para impedir as votações no Plenário e com a possibilidade de eleição da comissão especial que vai analisar o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
A oposição vem obstruindo as votações enquanto a Câmara não retoma o debate sobre o impeachment. No ano passado, os deputados chegaram a eleger uma comissão para analisar o pedido, mas a eleição acabou suspensa pelo Supremo Tribunal Federal, que rejeitou a possibilidade de voto secreto e de chapas alternativas para compor o colegiado.
Nesta semana, os ministros poderão julgar os recursos apresentados pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, contra a decisão do Supremo. A partir daí, os deputados poderão definir os integrantes da comissão, e dar início ao processo.
Segundo o líder do DEM, Pauderney Avelino, a obstrução ocorre porque o principal tema do parlamento, hoje, é o impeachment.
"Obstrução no Plenário da Câmara dos Deputados até que nós consigamos instalar a comissão processante do impeachment. E por que isso? Porque não tem nenhuma matéria mais relevante do que essa. Vocês vão ver que quando for instalada a comissão processante, a bolsa de valores vai subir e dólar vai cair ainda mais."
O vice-líder do PT, Ságuas Moraes, critica a postura dos partidos oposicionistas.
"Na verdade, eles não têm muito compromisso com a nação e aí, de fato, eles querem paralisar a nação. Querem deixar o governo sangrar o máximo possível pra desgastar o governo e, desse modo, ver se eles conseguem efetivar o golpe que eles estão ameaçando desde que a presidenta Dilma foi reeleita."
O próprio governo vem obstruindo algumas votações. É o caso do projeto (PDC 315/16) que suspende o cálculo do montante das dívidas de estados e municípios com o governo federal. O objetivo é obter juros menores para o pagamento da dívida. O governo ainda tenta negociar o tema, e a oposição se dispôs a abrir exceção e votar logo o texto.
Ainda na pauta, estão propostas de emenda à Constituição, como a que aumenta os recursos federais investidos em saúde (PEC 1/15), e a que permite que universidades públicas cobrem por cursos de pós-graduação lato sensu (PEC 395/14).
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