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Lideranças se reúnem com o Banco do Brasil para impedir fechamento de agências em municípios
Publicado em: 16 de abril de 2021
Fonte:Agência de Noticias da AMM/CNM

O fechamento de agências do Banco do Brasil em pelo menos 133 municípios do país foi o tema de debate entre as lideranças municipalistas e a diretoria-executiva da instituição financeira nesta quinta-feira. Ao lado do presidente da Confederação Nacional de Municípios, Glademir Aroldi, os presidentes das entidades estaduais participaram da reunião e puderam oferecer informações sobre as realidades locais. Atualmente 95,5% dos municípios do país contam com algum tipo de serviço do banco.

O Banco do Brasil tem, acima de tudo, uma função social nos municípios, este foi o principal argumento durante a reunião. O presidente da Associação Mato-grossense de Municípios-AMM, Neurilan Fraga, destacou a relevância do banco nos municípios e disse que o é o carro chefe na alavanca do desenvolvimento do país. Fraga ressaltou que em Mato Grosso, a história do banco se confunde com a história econômica, no estado que é o maior produtor de grãos do país. Segundo ele, o fechamento de agências pode gerar um impacto muito grande, principalmente para os pequenos produtores, que terão muitas dificuldades. Ele informou que em Mato Grosso, os municípios são distantes,  exemplificou Vila Rica e Colniza, localizados há mais de mil quilômetros da Capital. Ele frisou que com o fechamento de agências, as pessoas terão que se deslocar para outras cidades para fazer as operações bancárias. “No meu pequeno município de Nortelândia, onde fui prefeito, ajudei na instalação do banco. Criamos um posto avançado, que hoje é uma agência. Na época, colocamos toda a folha de pagamento lá, busquei produtores rurais e levei para abrir conta e, de repente, aquela agência está na lista para fechamento”, lamentou Neurilan, e recomendou que antes da decisão final, a direção do banco deve ter um pouquinho desse sentimento social.

A situação não é diferente em outras localidades. O presidente da Associação Municipalista de Pernambuco, José Patriota, destacou a necessidade de agências em funcionamento para as pessoas do interior de seu estado. “Ainda se opera no interior do Nordeste com dinheiro em espécie. Tem vários negócios que se fazem com dinheiro vivo. As feiras populares são um exemplo disso. Vocês não imaginam como é a vida real das pessoas. Quando vêm essas medidas, feitas de forma fria, atinge a vida das pessoas", alertou. Já o presidente da Associação dos Municípios Alagoanos, Hugo Wanderley disse que "os municípios têm suas folhas de pagamento vinculadas ao Banco do Brasil. Só em Alagoas, que tem 102 municípios, teremos a perda de mais de dez agências. Ou seja, vamos perder mais de 10% das agências do estado", assinalou.

O presidente da Confederação Nacional de Municípios, Glademir Aroldi, lembrou que é por meio do Banco do Brasil que os servidores locais recebem seus salários, além de ser por meio da instituição financeira que são repassados recursos, com destaque, por exemplo, para o Fundo de Participação dos Municípios-FPM.

Aroldi lembrou da função social que o banco público tem em operar nas pequenas cidades. “Nesses municípios temos uma população envelhecida, que frequenta igreja e que gosta de ter contato com o banco. Os nossos gestores locais estão sofrendo uma pressão absurda por parte da sua população", destacou.

Durante a reunião, o vice-presidente de Agronegócios e Governo, João Pinto Rabelo Júnior, garantiu que o Banco do Brasil irá discutir e estudar os casos pontuais que impedem o fechamento das agências em determinados municípios. O fechamento dessas agências foi decidido dentro do Banco do Brasil depois de uma série de estudos, mas esse tipo de situação, como apontado pelas entidades, nos traz as flexibilidades necessárias para orientar a decisão”, afirma Rabelo.

Rabelo explicou que a reestruturação do Banco do Brasil, anunciada pela direção da empresa, prevê o fechamento de agências em pequenos municípios do interior do país, que terão atendimento presencial reduzido ou encerrado, incluindo localidades que contam com uma incipiente cobertura bancária. 

No final da reunião, ficou acordado que o Conselho Político da CNM, vai encaminhar um ofício para o Banco do Brasil na próxima quarta-feira com o pedido para reavaliação do fechamento das agências. Os detalhes serão acordados dentro da reunião do Conselho Político da CNM, que será realizada na próxima segunda-feira, dia 19 de abril.

Tags: Banco do Brasilagências reunião
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