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Página - Lideranças municipalistas confirmam em reunião por videoconferência a inviabilidade das Eleições este ano

Lideranças municipalistas confirmam em reunião por videoconferência a inviabilidade das Eleições este ano

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Página Lideranças municipalistas confirmam em reunião por videoconferência a inviabilidade das Eleições este ano

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  • 25/05/2020 às 19:33

Fonte: Agência de Notícias da AMM

Autor: CNM

Crédito: Divulgação

O Conselho Político da Confederação Nacional de Municípios se reuniu para debater as eleições municipais e as próximas ações do movimento municipalista nesta segunda-feira. O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios, Neurilan Fraga, que integra o Conselho Político da CNM, participou da videoconferência, junto com os representantes das entidades estaduais.

As lideranças municipalistas foram unânime em confirmar a inviabilidade do pleito este ano. Durante a reunião, foram avaliados diversos aspectos, principalmente o cenário atual com a pandemia da Covid-19 em todo o País. As lideranças defenderam a unificação de mandatos e eleições únicas em 2022, conforme antiga reivindicação do Movimento Municipalista. As lideranças defendem a unificação das eleições, como a melhor decisão.

Em concordância com o entendimento dos gestores, a Proposta de Emenda à Constituição- PEC 19/2020 apresentada pelo senador Wellington Fagundes e por mais 28 senadores, foi apresentada pelo presidente da CNM, Glademir Aroldi.  A PEC introduz dispositivos ao Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal de 1988 para coincidência de mandatos eletivos.

Um documento com o posicionamento do movimento municipalista, deverá ser entregue aos parlamentares e a justiça eleitoral. Carta Aberta à Nação sobre as Eleições, o documento pontua os motivos básicos da reivindicação em torno da unificação do pleito e destaca, que 80% dos prefeitos em exercício têm o direito de concorrer à reeleição e atualmente 1.313 prefeitos em exercício têm mais de 60 anos e, destes, 1.040 têm o direito de concorrer à reeleição. O conteúdo menciona ainda os números das últimas eleições municipais e aponta a possibilidade quase certa desse quantitativo não se manter ou ascender por conta do cenário atual.

O presidente da Confederação Nacional dos Municípios reconheceu a atuação dos dirigentes das entidades estaduais para garantir a quantidade de assinaturas necessárias para protocolar a proposta junto ao Congresso Nacional. No entanto, avisou que será necessário intensificar o contato com os parlamentares, uma vez que muitos demonstram apoiar o adiamento para dezembro. “Se ocorrer este ano, as eleições não serão democráticas e não permitirão igualdade de oportunidades, por conta do impacto da pandemia do novo coronavírus” alertou.

Já o presidente de honra da CNM, Paulo Ziulkoski chamou a atenção para o que está sendo acertado em Brasília, em relação às eleições municipais. "Eles já construíram um consenso entre eles de postergar a data das eleições e não discutir a coincidência de mandatos, que é o que nós queremos", disse

Durante a reunião, foi sugerido um levantamento  junto à população brasileira para confirmar o apoio popular em relação à unificação das eleições, pois no congresso,  parlamentares já demonstraram que não querem colocar o tema em apreciação. Os participantes da videoconferência reforçaram a luta antiga pela unificação dos mandatos. Há riscos de gestores locais serem responsabilizados pelos impactos da manutenção do pleito este ano. Ao final da reunião, a posição foi unânime, para que as eleições sejam unificadas.  

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