Página - Instituições reforçam importância de ações colaborativas para combater a exclusão escolar
Instituições reforçam importância de ações colaborativas para combater a exclusão escolar
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Página Instituições reforçam importância de ações colaborativas para combater a exclusão escolar
Crédito: Divulgação
Cerca de 70 mil crianças e adolescentes estão fora da sala de aula em Mato Grosso. Os dados são superiores aos verificados antes da pandemia do coronavírus, quando a estatística somava 23 mil. O avanço da exclusão escolar e as formas de combater essa violação de direitos foram amplamente debatidos nesta segunda-feira (16), durante o Seminário Estadual da Busca Ativa Escolar, realizado no auditório da Associação Mato-grossense dos Municípios – AMM. O evento contou com a participação de prefeitos, secretários municipais de Educação, primeiras-damas, entre outros representantes do poder público municipal, estadual e instituições. Além da participação presencial, o seminário também contou com cerca de 170 pessoas que acompanharam a programação de forma remota.
O evento foi realizado pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Estado de Educação-Seduc, do Unicef, da Associação Mato-grossense de Municípios (AMM), da Associação para Desenvolvimento Social dos Municípios do Estado de Mato Grosso (APDM), União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), do Instituto Peabiru e do Tribunal de Contas do Estado (TCE/MT).
O presidente da AMM, Neurilan Fraga, destacou a importância da estratégia do programa Busca Ativa para combater o abandono escolar. “O lugar das nossas crianças é na sala de aula para adquirir conhecimento, habilidades e construir um futuro promissor. O Busca Ativa é uma das iniciativas mais importantes para assegurar esse direito fundamental à nossa infância, mas para o sucesso dessa estratégia é importante a união, a adesão e a participação dos municípios, que poderão atuar em parceria com várias instituições”, assinalou.
Fraga lembrou que apenas duas cidades não aderiam ao Busca Ativa, contudo, pouco mais de 50% dos municípios estão realizando as ações de identificação de crianças que estão fora de sala de aula ou em risco de abandono escolar. “É imprescindível que esse trabalho volte a funcionar de forma adequada nos demais municípios para que os resultados que todos esperamos sejam alcançados”, ponderou.
O conselheiro Antonio Joaquim, que representou o Tribunal de Contas de Mato Grosso, também ressaltou que é importante que os gestores municipais retomem o trabalho para reduzir o índice alarmante de abandono escolar. “Mato Grosso saiu de 23 mil para 70 mil crianças fora da sala de aula. Não vejo prioridade mais importante do que trazer essas crianças de volta para a escola”, alertou, acrescentando que o objetivo é chegar ao final de 2022 com uma estatística razoavelmente aceitável.
A coordenadora do Unicef no território amazônico, Judith Leveillée, frisou que é necessário planejar visitas às crianças nos bairros e nos distritos para conscientizar as famílias sobre a importância do retorno à escola. “Não podemos deixar que uma geração de meninos e meninas paguem o custo da pandemia para o resto da vida. Fora da escola não pode. Podemos unir forças para garantir o direito `a educação universal”, ponderou, incentivando, ainda, o fortalecimento dos conselhos municipais de Educação para contribuir nos resultados.
O secretário de estado de Educação, Alan Porto, destacou que é fundamental garantir acesso, permanência e aprendizado às crianças. Com relação ao Busca Ativa, ele ressaltou que é preciso estabelecer a cultura do acompanhamento para assegurar resultados. “Não basta garantir a adesão sem a continuidade. Precisamos do engajamento dos prefeitos e secretários de Educação”, frisou.
O presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação – Undime / MT, Eduardo Silva, pontuou que é necessário agir de forma consistente e integrada para enfrentar o desafio da exclusão escolar. “A Undime Mato Grosso e nacional, em parceria com o Unicef, vem trabalhando o Busca Ativa em todo o Brasil. Precisamos trabalhar de forma colaborativa para implementar a iniciativa”, declarou.
A presidente da APDM, Scheila Pedroso, agradeceu a parceria do Unicef e outras instituições para a execução do trabalho nos municípios. “Queremos contribuir com o avanço do Busca Ativa para que as crianças retornem à escola”, assinalou.
Sobre o Busca Ativa Escolar - O Unicef e parceiros disponibilizaram a ferramenta metodológica e tecnológica de Busca Ativa Escolar para uso da gestão municipal, sem qualquer custo. Com ele, os municípios e estado têm dados concretos que possibilitarão planejar, desenvolver e implementar políticas públicas que contribuam para a garantia de direitos de meninas e meninos.
A iniciativa reúne representantes de diferentes áreas – Educação, Saúde, Assistência Social, Planejamento etc., fortalecendo, dessa forma, a rede de proteção. Cada secretaria e profissional tem um papel específico, que vai desde a identificação de uma criança ou adolescente fora da escola ou em risco de abandono, até a tomada das providências necessárias para seu atendimento nos diversos serviços públicos, sua rematrícula e sua permanência na escola.
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