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Página - Governo Federal busca apoio dos municípios para inserção social de venezuelanos

Governo Federal busca apoio dos municípios para inserção social de venezuelanos

Efeito de Onda

Página Governo Federal busca apoio dos municípios para inserção social de venezuelanos

  • 24/01/2020 às 11:38

Fonte: Agência de Notícias da AMM

Crédito: Júlio Rocha

Representantes da Associação Mato-grossense dos Municípios - AMM e da Associação para o Desenvolvimento Social dos Municípios de Mato Grosso – APDM se reuniram nesta quinta-feira (23) com o Capitão de Mar e Guerra da Marinha do Brasil, Alessandro Ikawa. O oficial apresentou a Operação Acolhida, que foi criada em março de 2018  pelo Governo Federal com o objetivo de realizar a interiorização e integração socioeconômica  dos refugiados venezuelanos que estão em situação de vulnerabilidade. Participaram também da reunião o vice-presidente da Cruz Vermelha Brasileira, Dival Correa, e o presidente da Cruz Vermelha Estadual, Marcos Teixeira.

O Governo Federal busca parceria dos municípios para viabilizar vagas de emprego para os imigrantes venezuelanos que estão em vários estados brasileiros. Cerca de 345 mil já vieram para o Brasil, sendo mais de 200 mil somente no ano passado. Mensalmente cerca de 15 mil atravessam a fronteira e entram no país, por meio do município de Pacaraima, em Roraima, registrando uma média de 523 por dia.

Ikawa disse que o objetivo é garantir trabalho para os imigrantes em vários setores econômicos e para isso destaca a importância do engajamento dos gestores municipais para viabilizar a inserção dos estrangeiros, por meio de contato com empresários locais e demais potenciais empregadores. “Precisamos do apoio dos municípios, do estado, das organizações filantrópicas para resolver essa questão, que é um dos maiores desafios da década”, assinalou.

O oficial destacou que se não houver controle e oferta de ocupação, o caos pode se instalar nas localidades brasileiras que receberam os venezuelanos. “É preciso buscar inovação social, onde todos serão beneficiados. Os venezuelanos poderão trabalhar e se sustentar, os empresários também vão ganhar, contratando mão de obra qualificada e mais barata, e também iremos resolver um problema demográfico”, frisou.

A crise política na Venezuela se agravou com a crise socioeconômica, que está ligada à queda do valor do barril do petróleo no mercado internacional. Aliada à desvalorização do combustível fóssil, somam-se as sanções econômicas do governo norte-americano e  a crise política interna. A turbulência gerou desabastecimento no país, que passou a enfrentar escassez de alimentos, medicamentos, e itens básicos para a população, que começou a se refugiar em países vizinhos. Cerca de cinco milhões  de nacionais já deixaram a Venezuela, que tem uma população total de cerca de 31 milhões de habitantes.

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