Página - Governo Federal busca apoio dos municípios para inserção social de venezuelanos
Governo Federal busca apoio dos municípios para inserção social de venezuelanos
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Página Governo Federal busca apoio dos municípios para inserção social de venezuelanos
Crédito: Júlio Rocha
Representantes da Associação Mato-grossense dos Municípios - AMM e da Associação para o Desenvolvimento Social dos Municípios de Mato Grosso – APDM se reuniram nesta quinta-feira (23) com o Capitão de Mar e Guerra da Marinha do Brasil, Alessandro Ikawa. O oficial apresentou a Operação Acolhida, que foi criada em março de 2018 pelo Governo Federal com o objetivo de realizar a interiorização e integração socioeconômica dos refugiados venezuelanos que estão em situação de vulnerabilidade. Participaram também da reunião o vice-presidente da Cruz Vermelha Brasileira, Dival Correa, e o presidente da Cruz Vermelha Estadual, Marcos Teixeira.
O Governo Federal busca parceria dos municípios para viabilizar vagas de emprego para os imigrantes venezuelanos que estão em vários estados brasileiros. Cerca de 345 mil já vieram para o Brasil, sendo mais de 200 mil somente no ano passado. Mensalmente cerca de 15 mil atravessam a fronteira e entram no país, por meio do município de Pacaraima, em Roraima, registrando uma média de 523 por dia.
Ikawa disse que o objetivo é garantir trabalho para os imigrantes em vários setores econômicos e para isso destaca a importância do engajamento dos gestores municipais para viabilizar a inserção dos estrangeiros, por meio de contato com empresários locais e demais potenciais empregadores. “Precisamos do apoio dos municípios, do estado, das organizações filantrópicas para resolver essa questão, que é um dos maiores desafios da década”, assinalou.
O oficial destacou que se não houver controle e oferta de ocupação, o caos pode se instalar nas localidades brasileiras que receberam os venezuelanos. “É preciso buscar inovação social, onde todos serão beneficiados. Os venezuelanos poderão trabalhar e se sustentar, os empresários também vão ganhar, contratando mão de obra qualificada e mais barata, e também iremos resolver um problema demográfico”, frisou.
A crise política na Venezuela se agravou com a crise socioeconômica, que está ligada à queda do valor do barril do petróleo no mercado internacional. Aliada à desvalorização do combustível fóssil, somam-se as sanções econômicas do governo norte-americano e a crise política interna. A turbulência gerou desabastecimento no país, que passou a enfrentar escassez de alimentos, medicamentos, e itens básicos para a população, que começou a se refugiar em países vizinhos. Cerca de cinco milhões de nacionais já deixaram a Venezuela, que tem uma população total de cerca de 31 milhões de habitantes.
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