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Página - Funasa priorizar cidades com até 60 mil habitantes pode prejudicar Municípios pequenos

Funasa priorizar cidades com até 60 mil habitantes pode prejudicar Municípios pequenos

Efeito de Onda

Página Funasa priorizar cidades com até 60 mil habitantes pode prejudicar Municípios pequenos

  • 03/10/2018 às 09:24

Fonte: Agência CNM

Crédito: Divulgação

Priorizar a atuação da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) nos Municípios que tenham até 60 mil habitantes é o que propõe o Projeto de Lei (PL) 10.153/2018, do deputado Aureo (SD-RJ), que tramita em caráter conclusivo na Câmara dos Deputados. Ao analisar o texto, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) sugere que a medida pode prejudicar os pequenos Municípios. Aqueles com até 20 mil habitantes, e que representam 68,3% dos governos locais. 

A matéria ainda será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania da Casa. Para incluir Municípios maiores na cobertura, o texto pretende alterar a Lei 8.029/1990, que estabelece a Funasa como órgão do Ministério da Saúde encarregado de promover saneamento básico à população. A justificativa do PL destaca que a medida atenderia sugestão de Guapimirim (RJ).

“Por questões meramente políticas a Funasa instituiu programas para atendimento de Municípios com até 50 mil habitantes, o que dificulta o acesso ao saneamento básico para as cidades com população ligeiramente maior”, diz expressamente a justificativa do projeto. Também deixa claro: a modificação na legislação só beneficiaria três Municípios no Estado, além de Guapimirim com 57.921 habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O autor da proposta reconhece que a medida acrescenta poucos Municípios na área de atuação da Funasa. Hoje, a área de atuação do órgão contempla 88% dos 5.568 Municípios brasileiros, de acordo com dados do IBGE de 2017. E é justamente esse o aspecto observado pela CNM, uma vez que os recursos da Funasa não são suficientes para atender as necessidades da maioria das Prefeituras. Para a entidade, ampliar essa cobertura pode representar menos chances para os pequenos Municípios.

Além dos recursos da Fundação não serem o bastante para atenderem as localidades menores, os Municípios maiores ainda contam com melhor capacidade técnica e operacional e melhor infraestrutura para elaboração de projetos e para captação de recursos de outras fontes. A Confederação tem mostrado que a necessidades de verba para investimento em saneamento básico é uma realidade generalizada das prefeituras. No entanto, entende que o PL vai retirar recursos de uns Municípios para aplicar em outros, e isso não representa a melhor saída para a problemática.

A entidade tem analisado o texto com cuidado para definir estratégia de atuação ou para apresentar outra solução para o Município proponente do projeto e para as demais localidades com mais de 50 mil habitantes.

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