Página - Escassa liberação de verbas federais prejudica municípios
Escassa liberação de verbas federais prejudica municípios
Efeito de Onda
Página Escassa liberação de verbas federais prejudica municípios
Crédito: SXC.hu
“A União concentra toda a arrecadação e depois lança a conta gotas”. Essa foi a metáfora utilizada pelo presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, para descrever a dramática situação das cidades brasileiras. A entrevista foi concedida para a rádio Guaíba nesta segunda-feira, 25 de julho.
Durante sua fala, o líder municipalista comentou sobre uma das principais reivindicações do movimento: o pagamento dos Restos a Pagar (RAP) devido aos Municípios. Recentemente, o governo anunciou a liberação de R$ 2 bilhões para as prefeituras. Contudo, ele acredita que não há motivos para comemorar. “O total de RAP com os Municípios é de R$ 45 bilhões. Esse dinheiro que chega é apenas uma parte do que a União dos deve”, afirmou.
Ziulkoski lamentou a atual situação e acredita que está sendo feito um “escárnio” com os Municípios brasileiros. Ele explicou que os gestores municipais dão início às obras, contando com o apoio financeiro do governo federal. Porém, muita vezes os recursos demoram a chegar, quando chegam.
Dentre as pastas que concentram o maior número de RAP, estão o Ministério das Cidades, Ministério da Saúde, Ministério da Educação e Ministério da Integração Nacional. Além da inscrição em RAP, o presidente da CNM destacou o custeio dos programas federais.
“Não tem dinheiro para o custeio. Fazer a creche é simples, mas o que ninguém discute é custo da creche, o custo das Unidades de Pronto Atendimento (Upas). É por isso que tudo parou. Inclusive, eu prego para os prefeitos que devolvam esses programas para a União. Não tem como executar mais nada”, garantiu Ziulkoski.
Calcanhar de Aquiles
Outro ponto alto da entrevista foi o momento em que o presidente da CNM fala sobre as emendas parlamentares. “O dinheiro público tem que obedecer ao princípio da impessoalidade, mas o que se vê é a promoção de deputados quando são inauguradas obras públicas", afirmou. Ziulkoski destacou que o anúncio de liberação de verbas também é algo que se diz a toda hora e essa é a realidade de uma parte da federação pouquíssimo discutida. “Um estudo da Confederação, ao longo dos 15 anos, mostra que somente 18% das emendas são efetivamente pagas. Para se ter uma ideia, uma emenda de R$ 300 mil, que é uma das mais comuns para pequenas obras, demora em média 37 meses desde o dia em que foi prometida até a prestação de contas. São mais de três anos de espera”.
Para finalizar, o líder da entidade destacou que todas essas questões ficarão mais evidentes a partir de janeiro, quando assumirão os novos gestores. “Quando entra um prefeito novo volta a prometer obras que não vai conseguir cumprir”, alertou.
Notícias para Você
Notícias para Você
18 de Setembro de 2026 Destaques AMM
NOTA DE RETOMADA DO PROCESSO ELEITORAL
A Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) informa que a 11ª Vara Cível da Comarca de Cuiabá revogou, nesta sexta-feira (18), a liminar que havia suspendido a Assembleia Geral Eleitoral do triênio 2027-2029 e autorizou a retomada e a conclusão do processo eleitoral. A eleição havia…
18 de Setembro de 2026 Destaques AMM
Municípios devem adequar procedimentos internos às novas regras de movimentação dos profissionais do Mais Médicos
Os municípios de Mato Grosso que participam do Projeto Mais Médicos para o Brasil (PMMB) passam a observar novas regras de movimentação, definidas pela Resolução nº 579, de 21 de agosto de 2026, da Coordenação Nacional do Projeto, que revoga a Resolução nº 437, de 12 de abril de 2024. A A…