Página - Equipe econômica projeta ajuste de R$ 17,5 bi em despesas obrigatórias
Equipe econômica projeta ajuste de R$ 17,5 bi em despesas obrigatórias
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Página Equipe econômica projeta ajuste de R$ 17,5 bi em despesas obrigatórias
Crédito: Agência CNM
O Poder Executivo deverá ajustar despesas discricionárias (de livre uso) para atingir a meta do teto de gastos neste ano, de R$ 1,486 trilhão, indica o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do primeiro bimestre.
O documento enviado na segunda-feira (22) ao Congresso Nacional mostra que, devido à previsão de inflação acumulada neste ano (4,4%, conforme o INPC), poderá haver um “estouro” de quase R$ 17,574 bilhões no teto de gastos.
O relatório bimestral é exigência da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Como o Orçamento para 2021 ainda não foi aprovado, os dados divulgados servem mais com indicativo de cenário.
“Caso na próxima avaliação bimestral essa situação persista, e com a aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA), o Poder Executivo, caso necessário, tomará as providências para a adequação orçamentária das despesas”, diz o documento.
Gasto previdenciário
Quando enviou ao Congresso a proposta orçamentária para este ano (PLN 28/20), em agosto, o Poder Executivo estimou um INPC acumulado em 2,1% em 2021. O relatório bimestral traz projeção quase 2,2 pontos percentuais maior.
O INPC é usado para corrigir o salário mínimo e, assim, os benefícios previdenciários. Impacta, ainda, outros gastos que afetam o resultado primário das contas públicas – o saldo de receitas menos despesas antes dos juros da dívida.
O relatório do primeiro bimestre indica que, do “estouro” de R$ 17,575 bilhões projetado no teto dos gastos, quase a metade (48%) terá origem nas despesas previdenciárias (R$ 8,499 bilhões) em razão da inflação em 2020 e em 2021.
Cortes em vista
A Comissão Mista de Orçamento deve se reunir nesta semana para analisar o parecer final da proposta orçamentária para 2021. A tramitação desse texto está atrasada – pela Constituição, deveria ter sido aprovado em dezembro.
Caberá ao Poder Executivo, após a sanção do Orçamento para 2021, promover a adequação das despesas dentro do teto de gastos. Poderá haver corte nas despesas discricionárias do governo – em investimentos ou até em custeio.
A proposta orçamentária em discussão no Congresso reserva R$ 92 bilhões para gastos discricionários. Se o “estouro” projetado for todo ele abatido dessa conta, restariam pouco mais de R$ 74,4 bilhões para livre uso pelo Executivo.
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