Página - Encontro debate estratégias para a recuperação da aprendizagem e fortalecimento do ensino
Encontro debate estratégias para a recuperação da aprendizagem e fortalecimento do ensino
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Página Encontro debate estratégias para a recuperação da aprendizagem e fortalecimento do ensino
Crédito: Divulgação
Quase 70% do conteúdo escolar não foi aprendido pelos alunos com o ensino remoto durante a pandemia e a recomposição da aprendizagem pode levar até quatro anos para se concretizar. Esses foram alguns dados apresentados durante o Encontro Estadual em Defesa da Saúde e da Educação Pública Pós-pandemia”, realizado nesta sexta-feira (19), pelo Ministério Público de Mato Grosso. Os participantes debateram estratégias de acolhimento, recuperação de aprendizagem e busca ativa escolar, visando minimizar os impactos da emergência em saúde na qualidade da educação.
O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios – AMM, Neurilan Fraga, destacou que a educação é uma das prioridades da agenda municipalista e que a instituição acompanha os desdobramentos da pandemia no setor desde o início da crise sanitária. “Participamos de uma comissão especial para debater o tema, realizamos reuniões com gestores e instituições ligadas ao setor, orientamos prefeitos e equipes sobre vários procedimentos, inclusive sobre as medidas a serem adotadas com o retorno gradual das atividades em sala de aula”, assinalou.
Fraga destacou que o acolhimento é uma das fases mais importantes para readaptar os alunos no ambiente escolar e combater a desistência, que apresentou índices crescentes com a pandemia. “Orientamos os gestores sobre a adequação física das unidades escolares para receber os alunos e profissionais, recomendamos o amparo psicoemocional e outras medidas para promover um acolhimento eficiente, visando manter o aluno na sala de aula depois de quase dois anos afastado devido às restrições impostas pela pandemia”, frisou, destacando a importância do programa Busca Ativa Escolar, que propõe uma ampla mobilização para assegurar o retorno dos alunos às salas de aula.
Para contribuir com o tema e partilhar informações sobre a realidade da educação no pós-pandemia nos municípios, o presidente da AMM sugeriu uma reunião com os prefeitos e secretários municipais de Educação. “Nesse encontro, que poderá ser realizado de forma remota, os gestores poderão apresentar as experiências exitosas e trocar informações sobre medidas adotadas para o acolhimento e as estratégias para a recuperação do aprendizado”, assinalou.
Algumas dessas medidas foram apresentadas durante a reunião pelos secretários municipais de Educação de Cuiabá, Edilene Machado, e de Várzea Grande, Silvio Fidelis. Em Cuiabá, a gestão investiu na elaboração de cartilhas informativas, promoveu reuniões com os pais de alunos para informar sobre medidas de biossegurança e suspendeu intervalos durante as aulas para evitar atividades coletivas que geram aglomerações. A rede municipal de Várzea Grande, que conta com 30 mil alunos, também adotou medidas de acolhimento e segurança para o retorno das atividades. O secretário ressaltou que o município adotou o ensino remoto, híbrido e posteriormente preparou as unidades para retorno presencial de forma gradual.
O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko ressaltou que a temática discutida é crucial e demanda atenção dos gestores públicos e da sociedade. “Nesse momento há uma grande preocupação com o acolhimento para que o retorno seja bem-sucedido, pois muitos alunos estão ansiosos e órfãos”, declarou Slhessarenko, que mediou o debate em parceria com a promotora Patrícia Campos.
O presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação - Undime, Eduardo Ferreira, destacou que é importante ter ferramentas para acompanhar o que está acontecendo nas salas de aula. “Estamos em um momento de altíssima evasão. Precisamos reconectar as escolas com a comunidade. Precisamos de nos apoiar, fazendo um mapeamento abrangente para alcançarmos nossos alunos”, frisou.
O encontro também contou com a presença da representante da Secretaria de Estado de Educação, Fabiula Lopes, que apresentou políticas públicas desenvolvidas pela Seduc para viabilizar a recomposição da aprendizagem por meio da formação de professores, melhoria da aprendizagem, avaliação dos estudantes, apoio a jovens e adultos para a conclusão da educação básica, novo ensino médio, educação em tempo integral, entre outros.
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