Página - Encontro de Municípios debate o papel do controle interno nas prefeituras
Encontro de Municípios debate o papel do controle interno nas prefeituras
Efeito de Onda
Página Encontro de Municípios debate o papel do controle interno nas prefeituras
Crédito: Vicente de Souza
O equilíbrio entre fiscalização e autonomia dos prefeitos dominou o Painel “Controle Interno e a Administração Pública”, no II Encontro Mato-grossense de Municípios, realizado nesta sexta-feira (27.03), em Cuiabá. O denominador comum é: o modelo precisa garantir fiscalização, mas sem engessar a gestão.
O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Leonardo Bortolin, defendeu o fortalecimento do controle interno, mas sem retirar do gestor eleito o poder de decisão dentro da prefeitura. Ele resgatou a própria experiência como prefeito de Primavera do Leste e disse que entendeu, ainda no início da vida pública, a importância do controle interno como apoio técnico para corrigir rumos e evitar erros administrativos. Segundo ele, o problema surge quando esse papel ultrapassa o campo da orientação e passa a interferir na autoridade do gestor.
“Os controladores não foram lá para me punir, mas para me alertar e me ajudar a tomar muitas decisões no início do mandato”, afirmou, ao lembrar medidas duras que precisou adotar na prefeitura, como corte de gratificações, exoneração de comissionados e reorganização orçamentária.
Na avaliação do presidente da AMM, o controlador-geral deve ser de livre nomeação do prefeito justamente por exercer uma função de assessoramento direto e por integrar a estrutura política e administrativa da gestão. Para ele, essa relação não enfraquece o controle, mas dá mais racionalidade às decisões e evita excessos.
O presidente do Tribunal de Contas do Estado, Sérgio Ricardo, reforçou o discurso sobre os limites da atuação do controle interno. Ele ponderou que o controlador precisa ter capacidade técnica superior para alertar, corrigir e ajudar o prefeito a não cometer erros que possam resultar em contas reprovadas. Segundo ele, o objetivo do Tribunal de Contas é evitar falhas e não punir gestores. “O controlador tem que ver melhor do que o prefeito vê. O Tribunal não quer reprovar conta de ninguém, quer evitar erro”, disse.
Já o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, afirmou que a interpretação adotada pelo Tribunal foi acertada ao reconhecer a livre nomeação do controlador-geral, e defendeu que cada agente público cumpra sua função sem perder de vista o resultado final da política pública.
“Os controladores devem orientar. Muitas decisões difíceis de gestão só foram possíveis com esse suporte técnico”, afirmou, ao lembrar sua experiência como prefeito.
Ao final, o que ficou do debate foi a tentativa de construir um novo equilíbrio: manter o controle interno como ferramenta de fiscalização e prevenção, mas sem transformar o órgão em centro de poder paralelo dentro das prefeituras.
Comunicação Social AMM
Responsável técnico: Hernandes Cruz / Jornalista MTB nº 2451/MT / Relações Públicas - Conrerp 6ª região nº 1782
Telefone: (65) 2123-1200 / (65) 65 9651-3855
E-mail: imprensa.amm.mt@gmail.com
Redes Sociais: instagram: amm.mt / Facebook: amm.matogrosso
Endereço: Av. Historiador Rubens de Mendonça, 3920 Cuiabá - Mato Grosso - CEP 78049-938
Notícias para Você
Notícias para Você
23 de Setembro de 2026 Destaques AMM
AMM conclui votação complementar da eleição com participação de mais de 111 prefeitos
Foi realizada nesta quarta-feira (23), na sede da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), em Cuiabá, a votação complementar da eleição para a Diretoria Executiva e o Conselho Fiscal da entidade, referente ao mandato de 2027 a 2029. A sessão ocorreu das 14h15 às 17h e reuniu prefeitos…