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Página - Em painel, ministro do Desenvolvimento Social fala sobre programas sociais

Em painel, ministro do Desenvolvimento Social fala sobre programas sociais

Efeito de Onda

Página Em painel, ministro do Desenvolvimento Social fala sobre programas sociais

  • 17/05/2017 às 09:06

Fonte: Agência CNM

Crédito: Agência CNM

Dando continuidade à plenária “Os pleitos ao executivo federal”, o ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, falou com os gestores municipais sobre os programas federais de responsabilidade da pasta. O debate faz parte da programação principal da XX Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios.

O presidente da Confederação Nacional de Municípios, Paulo Ziulkoski, começou os debates questionando o ministro acerca do subfinanciamento dos programas federais do governo. Entre esses, destacou o programa Criança Feliz, lançado pelo Ministério neste ano. “Daqui a um ano, o Ministério Público vai determinar a contratação do pessoal envolvido nesse programa”. O presidente da CNM alertou que o programa apresenta a mesma insegurança jurídica em relação ao financiamento que outras iniciativas do governo federal.

O ministro iniciou o discurso enaltecendo os resultados obtidos por meio de vinte anos de Marcha. “É a pressão de vocês que faz com que aconteçam essas melhorias”, disse. Ele afirmou, ainda, sobre a necessidade de se discutir o pacto federativo. “O Temer disse na posse dele que uma das prioridades do governo é o pacto federativo. Nesse viés, de pensar o que o Município sofre, que nós estamos trabalhando”, ressaltou​.

Terra apresentou ao participantes da Marcha os programas e as ações que vêm sendo desenvolvidas pela pasta. Entre esses, o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada, a inclusão produtiva rural. O ministro fez uma apresentação sobre o Criança Feliz. Ele destacou que a iniciativa busca atender crianças de zero a seis anos de idade, totalizando três milhões de crianças. Ele afirmou, ainda, que o governo fez o programa para não gerar custos aos Municípios.

A CNM, no entanto, alertou para os impactos aos Municípios que aderirem ao programa. O vice-presidente da entidade, Glademir Aroldi, falou que os prefeitos devem ter os pés no chão antes de aderir. “O programa é bom, mas nós já temos 390 programas federais”, disse. Ele também questionou o porquê de não transformar esses programas em Lei, para que haja segurança de que o programa não vai acabar após a contratação de pessoal pelas prefeituras e, ainda, para que seja realizado o reajuste dos repasses federais. “Os programas têm judiado da gente e muitos prefeitos não têm conseguido fechar as contas”, frisou.

O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Neurilan Fraga, reforçou esse posicionamento. “O subfinanciamento está sufocando as prefeituras. É muita exigência e são muitos custos”, disse.

Osmar Terra respondeu dizendo que concorda com necessidade de transformar alguns programas em lei. “Eu concordo com a tese. Todo projeto deveria estar garantido até em Lei”, disse. Ele destacou, ainda, que o governo federal vai repassar por meio do Programa Criança Feliz R$ 65 por pessoa atendida. Segundo ele, no Rio Grande do Sul, projeto com menor repasse tem dado certo.

Ziulkoski reforçou o posicionamento da CNM e disse aos gestores para realizarem as contas antes de aderirem a esse programa. “Nós fizemos esse levantamento e podemos mostrar isso a vocês por meio do nosso estudo. O problema não é nem tanto dinheiro, mas o que vem depois, como estrutura, equipe e veículo, por exemplo”.

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