Página - Em audiência, CNM apresenta demandas dos municípios à MP do Médicos pelo Brasil
Em audiência, CNM apresenta demandas dos municípios à MP do Médicos pelo Brasil
Efeito de Onda
Página Em audiência, CNM apresenta demandas dos municípios à MP do Médicos pelo Brasil
Crédito: Agência CNM
Debates sobre o texto da Medida Provisória (MP) 890/2019, que trata da instituição do Programa Médicos pelo Brasil, estiveram em pauta na Comissão Mista que analisa essa matéria no Congresso Nacional. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) participou da audiência pública para apresentar contribuições que possam promover a melhoria do programa de provimento médico e das ações e dos serviços da atenção primária ofertados na rede municipal de saúde em todo o país. A reunião com parlamentares também contou com as presenças de representantes do Ministério da Saúde, do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems) de vários Estados e do consórcio público da região Nordeste.
Representando a CNM, o supervisor do Núcleo de Desenvolvimento Social, Denilson Magalhães, alertou para os impactos negativos da evasão de médicos em todo o país, não só com o atendimento à população, mas também com a interrupção dos repasses feitos às cidades pela falta desses profissionais. “Quando o Município perde um médico, ele tem os incentivos suspensos com 120 dias após a saída dele. Nós estamos perdendo esses incentivos e está acontecendo um efeito cascata desde o ano passado com a saída dos médicos cubanos. Nós estamos assumindo a conta desses médicos que saíram e as despesas totais das equipes de saúde, que são compostas por outros profissionais de saúde, administrativos, de informática, de manutenção, segurança. A situação é muito grave”, considerou Denílson Magalhães.
Um dos pedidos municipalistas na MP é que os médicos também sejam distribuídos para atender em assentamentos. Inicialmente, esses locais não fazem parte do texto, o que pode trazer mais responsabilidades aos Municípios. “O governo federal incrementa o assentamento e o Município que assume com os benefícios sociais. Precisamos que a MP atenda também todos os quilombolas e os assentamentos”, defendeu o supervisor da CNM.
Subfinanciamento
A insuficiência de recursos em repasses do governo federal aos Municípios para o custeio de vários programas federais mais uma vez foi lembrada pelo representante da CNM na Comissão. Magalhães reforçou a defasagem em vários programas federais e pediu a revisão deles. Nesse entendimento, destacou a transferência feita aos Municípios para o pagamento de profissionais que atendem as Unidades Básicas de Saúde (UBS).
“Precisamos rever o financiamento da equipe. Não dá mais para a gente viver de incentivo financeiro. O governo federal estabelece esse incentivo e não faz a correção. Estamos há sete anos sem essa correção. Precisamos manter o funcionamento de mais de 42 mil equipes de saúde da família em todo o país, mas é o Município que fica com todo esse custo. Recebemos R$ 4 mil para pagamento de toda a equipe vinculada ao Programa Mais Médicos. Esse valor mal paga um funcionário”, argumentou o representante da CNM.
Migração de programas
A CNM mostrou preocupação com os médicos que estão migrando do programa Saúde da Família para o Médicos pelo Brasil. Segundo Magalhães, os Municípios estão passando por inúmeras dificuldades e citou o cenário de Pernambuco. “Em abril deste ano, médicos de 41 Municípios pernambucanos migraram para o Programa Mais Médicos. É importante monitorar essa migração porque isso está acontecendo no Brasil inteiro. Não vamos repor médicos no limite da vigência. Temos de manter esses contratos, e precisamos renova-los até que ocorra a gradativa substituição do profissional no novo Programa”, disse. A Confederação defendeu ainda a adoção de critérios mais rígidos para a fixação dos médicos nos Municípios do país.
Cosems
Representantes do Conasems apresentaram suas contribuições para o texto da MP 890/2019. O presidente do Cosems de São Paulo, José Eduardo Fogolin, foi outro convidado que destacou o excesso de atribuições das prefeituras. O participante lembrou a dificuldade para contratar médicos que trabalhem 40 horas semanais. “Os Municípios estão cada vez mais assumindo as responsabilidades, seja no Sistema Único de Saúde ou em outras situações. A Lei de Responsabilidade Fiscal veda que o médico ganhe mais do que o prefeito e, por isso, o prefeito não consegue contratar esses profissionais para trabalharem 40 horas porque os salários ultrapassam o valor recebido pelos gestores”, destacou.
O vice-presidente do Cosems de Santa Catarina, Manuel Del Olmo, abordou a concentração de médicos nas grandes cidades e acredita que o programa Médicos pelo Brasil deve aliviar a carência desses profissionais. “Acredito que o programa vai trazer melhorias. Isso é necessário e urgente porque tem Município que gasta em Saúde algo em torno de 40% do que arrecada”, disse. Também participaram da audiência pública a representante do Cosems de Goiás, Veronica Savatini; e o representante do Consórcio do Nordeste, Florentino Alves.
Ministério da Saúde
Os representantes do Ministério da Saúde Lucas Wollmann e Erno Harzheim disseram que a Pasta promoveu a classificação dos Municípios no programa Médicos pelo Brasil de acordo com tamanho e a distância dos grandes centros urbanos. Eles reforçaram que a intenção é desconcentrar esses profissionais e promover mais economicidade.
Notícias para Você
Notícias para Você
25 de Setembro de 2026 Destaques AMM
AMM realiza oficina prática sobre incidências tributárias na folha de pagamento do eSocial
Servidores das áreas de Recursos Humanos (RH) e Departamento Pessoal de 54 municípios de Mato Grosso participam nesta sexta-feira (25) de uma oficina prática sobre as tabelas de incidências tributárias na folha de pagamento exigidas pelo Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais…
23 de Setembro de 2026 Destaques AMM
AMM conclui votação complementar da eleição com participação de mais de 111 prefeitos
Foi realizada nesta quarta-feira (23), na sede da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), em Cuiabá, a votação complementar da eleição para a Diretoria Executiva e o Conselho Fiscal da entidade, referente ao mandato de 2027 a 2029. A sessão ocorreu das 14h15 às 17h e reuniu prefeitos…