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Página - Crise Financeira compromete investimentos em áreas essenciais nos municípios

Crise Financeira compromete investimentos em áreas essenciais nos municípios

Efeito de Onda

Página Crise Financeira compromete investimentos em áreas essenciais nos municípios

  • 04/04/2016 às 16:44

Fonte: Agência de Notícias da AMM

Crédito: Marcos Vergueiro

Desde o ano passado, a situação dos municípios vem se agravando devid a  crise econômica financeira. Muitos foram penalizados com a falta de recursos e diante do quadro, comprometeram investimentos em áreas essenciais como saúde, educação e transporte. Durante o 33º Encontro de Prefeitos, realizado na Associação Mato-grossense dos Municípios, a queda na arrecadação foi o principal item apontado pela maioria dos gestores. 

A prefeita de Nova Bandeirantes, Solange Kreidloro, disse que a recessão econômica envolve todas as esferas de governo e já está afetando de forma mais grave os municípios. Ela lembrou que é no município que as pessoas vivem, consomem e utilizam os serviços públicos. Com a instabilidade atual, segundo ela, as pessoas estão deixando de consumir, o que acarreta a queda de receita para as prefeituras de forma direta. “Com certeza, esta queda da receita é o resultado da falta de consumo da população. O consumo gera os impostos, tanto para o governo federal, tanto para o estado. Se aumentam o repasse de receitas aos municípios, eles se desenvolvem melhor na sua economia local. Com os recursos aumentam a geração de emprego e assim por diante”, explicou a gestora.

O prefeito de Nova Santa Helena, Dorival Lorca, frisou que os gestores estão muito apreensivos devido a crise financeira atual vivenciada pelos municípios. Segundo ele, tinha feito um compromissos com os servidores de criar um Plano de Cargos e Salários, mas está fazendo isso com muita cautela, porque o ICMS  atrasou, como também houve queda na arrecadação. “A crise política é maior que a econômica, nós estamos em um país produtivo, porém a economia não irá reagir enquanto não mudar o cenário político”, observou.

A prefeita de Guarantã do Norte, Sandra Martins, ressaltou que o Fundo de Auxílio Financeiro para Fomento às Exportações-FEX, ajudou muito o município. Ela reconheceu o trabalho do presidente da AMM, Neurilan Fraga, junto a bancada federal de Mato Grosso para que o FEX fosse liberado. “Na realidade o FEX no ano passado nos salvou, porque foi uma receita que a gente contava muito que ela viesse”, garantiu. Em relação a crise financeira a prefeita disse que tem afetado a  folha de pagamento dos servidores municipais. “Nós temos que cumprir o piso salarial dos professores e temos que cumprir a reposição dos servidores, com tudo que temos que fazer”, disse ela.

O prefeito de Marcelândia, Arnóbio Andrade, informou que apesar da crise, o município estará com as finanças saneadas ao fim de sua gestão. “Meu município hoje não deve um centavo a ninguém,” relatou. De acordo com Andrade, o recurso que seu município recebe é pouco, mas está sendo bem administrado e os serviços necessários à população estão em pleno funcionamento. “Temos hospital, a nossa rede de saúde é muito boa, nosso hospital municipal tem centro cirúrgico, temos os quatro PSF atendendo. Estamos com onze obras em execução. O dinheiro é pouco, mas se ele for bem aplicado gera bons resultados, é o que nós temos feito”, assegurou o prefeito.

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