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Página - Conselho Nacional de Saúde defende orçamento sem cortes para 2021

Conselho Nacional de Saúde defende orçamento sem cortes para 2021

Efeito de Onda

Página Conselho Nacional de Saúde defende orçamento sem cortes para 2021

  • 05/08/2020 às 07:50

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Crédito: Prefeitura de São José do Rio Claro

O presidente do Conselho Nacional de Saúde, Fernando Pigatto, defendeu, nesta terça-feira, na comissão externa da Câmara que acompanha ações de combate ao novo coronavírus, que o orçamento da Saúde para o ano que vem seja mantido igual ao deste ano; ou seja, com os recursos extras relacionados à pandemia.

A audiência pública foi marcada para a apresentação do Plano Nacional de Enfrentamento à Pandemia de Covid-19, elaborado por 15 entidades da Frente pela Vida.

A principal recomendação do documento é a implantação de uma coordenação nacional para o combate à pandemia. As entidades reivindicam mais transparência e participação da sociedade, especialmente da sociedade científica, no Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública do Ministério da Saúde.

Pigatto, que faz parte da Frente pela Vida, disse que é preciso rever o teto de gastos públicos imposto pela Emenda Constitucional 95.

“No sentido de não deixar o governo federal reduzir R$ 35 bilhões do Orçamento da Saúde. Precisamos garantir um piso emergencial para 2021 no valor de R$ 167,8 bilhões e a revogação da Emenda Constitucional 95. A emenda da morte. ”

Vários participantes disseram que a pandemia tem se prolongado no País por falta de uma coordenação do governo federal e que isso vai exigir mais gastos em 2021 porque a vacina não deve estar disponível até o final do ano.

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) concordou com a avaliação. “Nós vamos vivendo de fato essa possibilidade de uma sensação de que será muito arrastado o nosso processo. Então nós temos que nos preparar para um tempo largo, um tempo largo onde nenhuma medida isolada é suficiente.”

Leitos e testes
O presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, Carlos Lula, defendeu a aprovação de projeto de lei (PL 3944/20) em tramitação na Câmara que garante a manutenção no ano que vem de metade dos leitos hospitalares criados na pandemia.

O pesquisador Manoel Barral Netto defendeu o direcionamento dos recursos para os testes moleculares. Segundo ele, um indicativo de que o Brasil testa pouco é que 50% dos resultados dão positivo. Em outros países, o percentual é de 5% porque também são testadas pessoas assintomáticas que precisam ser isoladas.

 

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