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Página - Confederação expõe em debate na Câmara as dificuldades de política de saneamento nos Municípios

Confederação expõe em debate na Câmara as dificuldades de política de saneamento nos Municípios

Efeito de Onda

Página Confederação expõe em debate na Câmara as dificuldades de política de saneamento nos Municípios

  • 07/03/2016 às 08:37

Fonte: Agência CNM

Crédito: Marcos Vergueiro/Secom-MT

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) participou de um debate na Câmara dos Deputados que marcou a abertura dos trabalhos da Frente Parlamentar Ambientalista. A entidade expôs as principais dificuldades vivenciadas pelos Municípios brasileiros e defendeu a aprovação de propostas que possam viabilizar a contratação e execução de obras de saneamento e repassar recursos para essas obras.

A audiência teve como pauta a discussão sobre a Mobilização Saneamento Já. O movimento integra a Campanha da Fraternidade de 2016 e pede a universalização do saneamento, o fim de rios mortos e praias contaminadas no Brasil. A abertura da reunião contou com a leitura dos objetivos da campanha ecumênica. Ela tem como orientação geral assegurar o direito ao saneamento básico para todas as pessoas.

Em sua participação, a CNM evidenciou a importância de campanhas e mobilizações como a “Saneamento Já”. A entidade entende que ações desse porte trazem à tona os desafios enfrentados pelos gestores para universalizar os serviços de saneamento básico. Apesar disso, considera que é preciso entender qual é o foco dos problemas de saneamento enfrentados no Brasil. Nesse sentido, a Confederação destacou a ausência de recursos técnicos e financeiros, principalmente nos Municípios de pequeno porte.

Dificuldades
A CNM também alertou que quase 90% dos Municípios brasileiros possuem até 50 mil habitantes e não têm condições de contratar e executar obras de saneamento. A entidade lembrou que esses Entes dependem quase que exclusivamente do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Por isso, segundo  a Confederação, parlamentares, ONG’s e sociedade em geral devem lutar para fortalecer os Municípios e cobrar da União e Estados o cumprimento das obrigações que afetam diretamente o desempenho dos Municípios no saneamento.

Aedes aegypti
Durante o debate, a CNM enfatizou ainda que existe uma relação intrínseca entre focos de proliferação do Aedes Aegypti e os resíduos sólidos. A Confederação alertou que os lixões e embalagens em geral descartadas inadequadamente são ambientes favoráveis para o mosquito que transmite a dengue, zika e outras doenças. Por esse motivo, solicitou a aprovação na Câmara do Projeto de Lei 2289/2015 que trata da prorrogação dos prazos da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Além disso, a CNM destacou em sua exposição que o deputado João Paulo Papa expôs no relatório do Projeto de Lei 7.467/2010, o qual versa que a pessoa jurídica que tenha projeto aprovado pelo Ministério das Cidades para a realização de investimentos em serviços públicos de saneamento básico, ou serviços correlatos, será beneficiária de regime especial de incentivos, podendo descontar os valores investidos das contribuições de PIS/Pasep e CONFINS.

A entidade lembrou ainda que o parlamentar apresentou a instalação da Subcomissão Permanente da Universalização do Saneamento Básico e do Uso Racional da Água (SubÁgua) e suas 20 recomendações.

A CNM concluiu a sua participação fazendo um apelo aos parlamentares pela aprovação do Projeto de Lei Nº 2289/2015, o qual foi construído de forma democrática com a participação do Ministério do Meio Ambiente, catadores e sociedade em geral. A entidade defende que a proposta é vital para evitar a injusta penalização dos gestores locais e prevê a prorrogação do prazo de fechamento dos lixões de forma escalonada, dos Municípios maiores aos  menores.

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