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Página - Comissão tem acordo para aprovar Nova Lei de Licitações, mas não atinge quórum

Comissão tem acordo para aprovar Nova Lei de Licitações, mas não atinge quórum

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Página Comissão tem acordo para aprovar Nova Lei de Licitações, mas não atinge quórum

  • 21/11/2018 às 08:44

Fonte: Agência CNM

Crédito: Agência CNM

O número reduzido de deputados presentes na Câmara nesta terça-feira, 20 de novembro, dificultou o trabalho da comissão de Licitações - até as 15h30, havia menos de 1/5 dos parlamentares na Casa. Mesmo contando com apoio dos prefeitos e da Confederação Nacional de Municípios (CNM), o colegiado não atingiu o quórum mínimo de 18 integrantes para apreciar os Projetos de Lei 1292/1995, 6.814/2017 e outros 230 apensados. Foi reagendada reunião para esta quarta-feira, 21 de novembro, às 14h, no Plenário 12.
O relator João Arruda (MDB-PR), primeiro a registrar presença na reunião, que estava marcada para as 14h30, lamentou que, mais uma vez, não teve oportunidade de aprovar seu substitutivo. Contudo, comemorou o acordo com o deputado Félix Mendonça Jr. (PDT-BA), que, até então, apresentava resistência ao texto e poderia obstruir a tramitação. Durante a manhã, houve uma reunião fechada entre os membros da Comissão, que chegaram a um entendimento para fazer a proposta avançar.
Se houver parecer favorável do colegiado, o substitutivo deve seguir para os plenários da Câmara e do Senado. Para Arruda, é importante garantir ainda neste ano a votação para que as regras comecem a valer em 2019. Com contribuição da CNM, o texto possibilita aos gestores um novo processo para contratações públicas. "Moderniza, melhora a governança, garante a profissionalização  e capacitação dos servidores públicos e ajuda no combate à corrupção", resumiu Arruda.
Impactos
Segundo o relator, são diversos pontos que trazem mudanças importantes e positivas. "Se aprovados hoje, em alguns meses, no início do ano que vem, teremos dispositivos mais eficientes para a administração publica contratar, algo que terá impacto direto nas prefeituras", garantiu o deputado.
"Vai ser possível, em alguns casos, reduzir em um ano o tempo entre a licitação e a execução da obra. Por exemplo, em construções mais simples, os Municípios vão escolher um modelo padronizado e replicável. O mandato do gestor é de quatro anos, com sorte, ele inicia um projeto no primeiro ano e conclui no último. É preciso agilizar. E incluímos exigências do Ministério Público e Tribunais de Contas para isso", explicou Vitor Lippi (PSDB-SP), que substituiu o presidente da Comissão.
Novidades
Entre as medidas, estão previstas: a criação de um portal nacional de licitações e contratos, que deverá ser instituído pelo Executivo federal e adotado por todos os poderes de todos os Entes (União, Estados e Municípios); a disponibilização de uma lista das empresas inadimplentes com a administração pública; e a retirada da obrigatoriedade da publicação dos editais em um veículo impresso.
Sobre as modalidades, amplia-se o uso do registro de preços, ajustam-se os valores nos limites de contratação (congelados desde 1993); e cria-se uma nova modalidade, de diálogo competitivo, com licitantes previamente selecionados para que a prestação do serviço esteja em consonância com as demandas locais. Também fica estabelecida a figura do agente de licitação, responsável por conduzir o processo licitatório e acompanhar a execução contratual.
Nesta segunda-feira, 19 de novembro, durante encontro com o presidente da República, Michel Temer, o presidente da CNM, Glademir Aroldi, lembrou a atualização dos valores por decreto, mas ressaltou que a proposta do Congresso é essencial não só para corrigir os limites como também para tornar o processo mais transparente e eficiente. 
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