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Página - Comissão Especial se reúne por vídeoconferência para discutir retorno das aulas em Mato Grosso

Comissão Especial se reúne por vídeoconferência para discutir retorno das aulas em Mato Grosso

Efeito de Onda

Página Comissão Especial se reúne por vídeoconferência para discutir retorno das aulas em Mato Grosso

videoconferencia_presidente

  • 12/05/2020 às 09:19

Fonte: Agência de Notícias da AMM

Autor: AMM

Crédito: Fablício Rodrigues

Discutir a possibilidade de retomada das aulas nas escolas de Mato Grosso, foi o objetivo Comissão Especial instalada nesta segunda-feira, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. A reunião por videoconferência foi coordenada pelo deputado estadual Valdir Barranco, que preside a comissão, que conta com a participação da Associação Matogrossense dos Municípios-AMM, Tribunal de Contas, Ministério Público, Secretaria de Saúde, Conselhos de Educação, Secretaria de Saúde do Estado, do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público-Sintep, União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação-Undime e a Comissão de Saúde Assembleia Legislativa.  

O presidente da AMM, Neurilan Fraga sugeriu desde a primeira reunião a criação da comissão para tratar do assunto, que foi instalada por meio de  decreto. A partir de agora, a comissão terá um cronograma de reuniões extraordinárias, toda semana, sempre às segundas-feiras, as 14hs. Através das reuniões por videoconferência, os membros vão discutir o assunto, como organizar o retorno das aulas no momento certo. “Coloquei com muita firmeza para a Secretaria de Educação do Estado, que as aulas nos municípios devem iniciar junto com as aulas das escolas estaduais”, assinalou.

Fraga  reforçou que  quase 50 municípios de diversas regiões já têm casos de coronavírus registrados. “Não tem como separar a educação municipal e a estadual. Temos que tratar de forma unificada, município e estado. A deliberação sobre a data mais adequada vai depender de uma ampla avaliação”, frisou. O presidente da AMM adiantou que vai emitir uma nota técnica de orientação a todos os prefeitos sobre as medidas tomadas pela comissão especial, que vem tratando com muito cuidado sobre o retorno das atividades escolares.

Após a  apresentação de gráficos sobre a Covid 19 em Mato Grosso, pelo deputado Lúdio Cabral, que é médico sanitarista, a comissão entendeu que a situação é preocupante. O deputado mostrou o crescimento do número de casos de contaminação e de mortes. “Estamos apenas no início da tempestade, não é hora de pensar no retorno das aulas agora”, disse Lúdio. Segundo ele, o maior número de casos será registrado até o final do mês. Ele fez um apelo aos prefeitos de Cuiabá e Sinop, para esperar e não retornar com as  aulas.

O número de Unidades de Terapias Intensivas foi um dos assuntos também tratados durante a reunião. Fraga argumentou que se continuar esta média de contaminação nos municípios, o início de junho, não terão mais UTIs para atender os casos. As autoridades da área da Saúde é que vão definir as medidas de controle que serão necessárias, pois todo cuidado é pouco. “Se considerar a taxa de evolução da pandemia em Mato Grosso, o quadro é preocupante. Não vamos colocar em risco as nossas crianças e a população nos municípios” alertou.

Os membros da comissão foram enfáticos, e não concordam com o início das aulas este mês. “Inclusive me fizeram um apelo, para que pedisse aos prefeitos que estão defendendo o retorno ainda esse mês, que repensem sobre esta decisão e esperem até a comissão sinalizar uma data segura, com todas as recomendações  formalizadas pela área técnica da saúde e da própria educação. Evidentemente que a  competência é do prefeito, porém, não deixa de ser uma decisão muito difícil de ser tomada nesse momento que cresce os casos de contaminação em Mato Grosso”, observou.

A representante da Seduc, Rosa Maria do Carmo, destacou que se faz necessário observar as regras sanitárias para o retorno das escolas. “Temos que buscar alternativas para nos adequarmos à realidade momentânea. Para retornarmos com segurança e que essa pandemia não prejudique os estudos De repente, buscarmos uma plataforma digital para suprir a falta de aula neste momento”, disse ela.

O promotor Miguel Slhessarenko, do Ministério Público Estadual, ressaltou que está bastante claro que não há condições de retorno neste mês de maio. Segundo ele. É um assunto que merece ampla discussão. Esse retorno depende muito dos números e de avaliações daqui para a frente. “Não vejo condições de retorno este mês”. Sugeriu que seja um retorno de forma homogênea entre estado e municípios.

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