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Página - Comissão especial quer mais participação da União nos recursos do Fundeb

Comissão especial quer mais participação da União nos recursos do Fundeb

Efeito de Onda

Página Comissão especial quer mais participação da União nos recursos do Fundeb

  • 15/03/2017 às 08:55

Fonte: Agência Câmara Notícias

Crédito: Freepik

Convidados da Comissão Especial que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (15/15) que torna o Fundeb permanente sugeririam mais participação da União nos recursos públicos que formam o fundo.

O Fundeb foi criado em 2006 e deve ser estendido até 2020. Contudo, a autora da proposta deputada Raquel Muniz, do PSC de Minas Gerais, pretende torná-lo um instrumento permanente de financiamento da educação, pois tem trazido bons resultados para a área.

O presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação Ildivan Alencar, convidado a participar da reunião, concorda que o Fundeb deve tornar-se permanente, mas ressalta que é preciso que se faça alterações no texto.

"Concordo que ele seja permanente, mas com mais recursos. Os recursos atuais já demonstram estar insuficientes...A minha sugestão é que ele se torne permanente, e que tenha apoio adicional de recursos da União para que possa fazer face com despesas da escola, transporte escolar, método PNE, valorização do magistério, dente outros."

Além de tornar o Fundeb permanente, o texto determina que a União complemente o valor do piso salarial dos profissionais da educação básica quando o estado não conseguir cumprir o valor fixado. Também assegura a participação da sociedade na formulação de políticas sociais e proíbe a suspensão ou diminuição dos direitos à educação já existentes.

Já o Presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais da Educação, Aléssio Costa, critica a pouca participação da União.

"Da forma como está, ele apenas vai reproduzir esse mesmo mecanismo de gestão em que está onde a União fica com a maior parte e é, hoje, quem menos tem investido na manutenção e no funcionamento do ensino. Basicamente, a maior fatia dos recursos que garante o funcionamento da educação básica no nosso país está vindo dos municípios, depois dos estados e por último da União com a parcela um pouco menor."

O Diretor de Valorização dos Profissionais de Educação, Marcos Silva Ozório, concorda com Aléssio Costa. 
"Eu acho que as questões que aqui foram apresentadas, especialmente aquelas que dizem respeito a uma redistribuição que gere mais equidade é o que deve procurar assegurar como função básica dessa PEC." 
Ainda há previsão de outras audiências públicas sobre o tema, antes da votação da proposta na comissão especial.

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