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Página - Comissão especial discute pesquisas acadêmicas sobre a pandemia em MT

Comissão especial discute pesquisas acadêmicas sobre a pandemia em MT

Efeito de Onda

Página Comissão especial discute pesquisas acadêmicas sobre a pandemia em MT

  • 07/08/2020 às 11:23

Fonte: Agência de Notícias da AMM

Crédito: Divulgação

Os trabalhos da comissão especial para retorno das atividades escolares em Mato Grosso seguem para a conclusão e elaboração do relatório final. Na última quinta-feira (6), os membros se reuniram virtualmente para mais uma rodada de apresentações, com pesquisadores da área de Educação das universidades federais de Mato Grosso (UFMT) e Minas Gerais (UFMG).
Durante o encontro, o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios – AMM, Neurilan Fraga, que representa os prefeitos na comissão, ressaltou a importância das discussões que ocorrem semanalmente há 3 meses. “Essa comissão é o fórum mais adequado para discutir o plano de retorno às aulas do estado, pois conta com representantes de todos os atores envolvidos na rede de ensino”, disse.
A reunião também contou com a participação do presidente da Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso – Fepoimt, Valdemilson Ariabó, do povo Umutina-Balatiponé de Barra do Bugres. Ele explicou que muitas medidas protetivas   como implantação de barreiras sanitárias, implantação de protocolos de higienização e fechamento das aldeias, foram tomadas por iniciativa dos próprios caciques.
De acordo com Valdemilson, o retorno das atividades presenciais coloca em risco essas medidas e que algumas escolas indígenas estão sendo utilizadas para atendimento adequado dos pacientes de Covid-19.
Observatório
O professor Bartolomeu Ribeiro fez um breve resumo sobre os trabalhos que estão sendo desenvolvidos no Observatório da Educação Básica de MT Durante a Pandemia, que faz parte do núcleo de estudos sobre a educação básica da Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT. De acordo com o representante, o objetivo é subsidiar os gestores com ferramentas para a tomada de políticas públicas.
O grupo de pesquisa tem em desenvolvimento quatro produtos: Ciclo de estudos “Educação na Pandemia” para discutir educação tecnológica; pesquisas acadêmicas (quantitativas e narrativas), com elaboração de curta-metragem com entrevistas de pais, profissionais e alunos; Hackton – evento para promoção de soluções tecnológicas pensadas de acordo com a realidade regional; e livro. 
Diagnóstico
Os integrantes da comissão foram apresentados aos resultados preliminares da pesquisa sobre a percepção dos professores da educação básica sobre o trabalho remoto durante a pandemia, que está sendo realizada pelo grupo de estudos sobre políticas educacionais e trabalho docente da Universidade Federal de Minas Gerais (Gestrado/UFMG).
A pesquisa contou com a participação de 711 docentes mato-grossenses, sendo 77% mulheres. Os questionários aplicados revelaram que 89% dos participantes não tiveram experiência anterior com ensino remoto.
Sobre o ensino remoto, 49% afirmaram ter habilidades regulares para lidar com tecnologias digitais e 20% revelaram ter dificuldades para trabalhar com as ferramentas disponíveis. 
O acesso aos instrumentos tecnológicos foi um dos temas da pesquisa, que demonstrou que 1% dos professores não tem acesso aos recursos tecnológicos necessários em casa, 51% possuem equipamento individual e48% compartilham o equipamento com os familiares.
O levantamento ainda revelou que apenas 35% estão realizando trabalhos didáticos de casa, 37% não estão desenvolvendo nenhuma atividade e 21% estão interagindo de alguma forma com os estudantes.
Quase metade dos profissionais (49%) disseram não ter recebido nenhuma capacitação prévia para produção de aulas remotas. 
Dos que estão trabalhando com ensino remoto, 34% perceberam uma diminuição drástica na participação dos estudantes e 45% perceberam alguma redução na participação dos estudantes.

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