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Página - Comissão Especial que estuda o retorno das aulas em Mato Grosso se reunirá na segunda-feira

Comissão Especial que estuda o retorno das aulas em Mato Grosso se reunirá na segunda-feira

Efeito de Onda

Página Comissão Especial que estuda o retorno das aulas em Mato Grosso se reunirá na segunda-feira

  • 15/05/2020 às 14:00

Fonte: Agência de Notícias da AMM

Crédito: Fablicio Rodrigues

O retorno das aulas nas escolas de Mato Grosso e o cenário do avanço do coronavírus no estado voltarão a ser discutidos na próxima segunda-feira (18), em videoconferência, pela comissão especial criada pela Assembleia Legislativa. A Associação Mato-grossense dos Municípios integra o grupo de trabalho, como entidade representativa dos prefeitos, que já manifestaram preocupação com o retorno, considerando o risco de disseminação do coronavírus nos municípios.

O presidente da AMM, Neurilan Fraga, disse que quase 50 municípios de diversas regiões já têm casos de coronavírus registrados. “Não tem como separar a educação municipal e a estadual. Temos que tratar de forma unificada, município e estado. A deliberação sobre a data mais adequada vai depender de uma ampla avaliação”, frisou.  Fraga adiantou que vai emitir uma nota técnica de orientação a todos os prefeitos sobre as medidas tomadas pela comissão especial, que vem tratando com muito cuidado sobre o retorno das atividades escolares.

Na reunião realizada esta semana, após a  apresentação de gráficos sobre a Covid 19 em Mato Grosso, pelo deputado Lúdio Cabral, que é médico sanitarista, a comissão entendeu que a situação é preocupante. O deputado mostrou o crescimento do número de casos de contaminação e de mortes. “Estamos apenas no início da tempestade, não é hora de pensar no retorno das aulas agora”, disse Lúdio. Segundo ele, o maior número de casos será registrado até o final do mês. Ele fez um apelo aos prefeitos de Cuiabá e Sinop, para esperar e não retornar com as  aulas.

O número de Unidades de Terapias Intensivas foi um dos assuntos também tratados durante a reunião. Fraga argumentou que se continuar esta média de contaminação nos municípios, o início de junho, não terão mais UTIs para atender os casos. As autoridades da área da Saúde é que vão definir as medidas de controle que serão necessárias, pois todo cuidado é pouco. “Se considerar a taxa de evolução da pandemia em Mato Grosso, o quadro é preocupante. Não vamos colocar em risco as nossas crianças e a população nos municípios” alertou.

Os membros da comissão foram enfáticos, e não concordam com o início das aulas este mês. “Inclusive me fizeram um apelo, para que pedisse aos prefeitos que estão defendendo o retorno ainda esse mês, que repensem sobre esta decisão e esperem até a comissão sinalizar uma data segura, com todas as recomendações  formalizadas pela área técnica da saúde e da própria educação. Evidentemente que a  competência é do prefeito, porém, não deixa de ser uma decisão muito difícil de ser tomada nesse momento que cresce os casos de contaminação em Mato Grosso”, observou.

A representante da Seduc, Rosa Maria do Carmo, destacou que se faz necessário observar as regras sanitárias para o retorno das escolas. “Temos que buscar alternativas para nos adequarmos à realidade momentânea. Para retornarmos com segurança e que essa pandemia não prejudique os estudos De repente, buscarmos uma plataforma digital para suprir a falta de aula neste momento”, disse ela.

O promotor Miguel Slhessarenko, do Ministério Público Estadual, ressaltou que está bastante claro que não há condições de retorno neste mês de maio. Segundo ele. É um assunto que merece ampla discussão. Esse retorno depende muito dos números e de avaliações daqui para a frente. “Não vejo condições de retorno este mês”. Sugeriu que seja um retorno de forma homogênea entre estado e municípios.

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