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Página - CNM participa de comissão em busca de acordo para compensação por alterações no ICMS de combustíveis

CNM participa de comissão em busca de acordo para compensação por alterações no ICMS de combustíveis

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Página CNM participa de comissão em busca de acordo para compensação por alterações no ICMS de combustíveis

  • 04/08/2022 às 07:48

Fonte: Agência CNM

Crédito: Freepik

Criada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a comissão especial de conciliação que busca um acordo entre União e Estados pela alteração no ICMS de combustíveis se reuniu pela primeira vez. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) participa do grupo na condição de observadora (sem voto), representando os Entes locais, que têm interesse no tema já que 25% do ICMS pertence aos Municípios. Ainda sem acordo, a comissão se reunirá novamente em 16 de agosto.

O grupo foi criado por determinação do ministro Gilmar Mendes, relator da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 984 e da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7191. Na ADPF 984, o presidente da República, Jair Bolsonaro, solicitou ao STF a limitação nacional da alíquota do ICMS de combustíveis ao limite entre 17% e 18%, considerando-o semelhante a serviços essenciais, como energia elétrica, que tem tributação diferenciada. Já na ADI 7191, 11 Estados questionam a Lei Complementar 192/2022 que trata sobre uniformidade desta alíquota em território nacional.

No encontro, o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) apresentou dados sobre as perdas de arrecadação com a medida, destacando que o ICMS representa 70% da receita dos Estados e que, em 2023, as perdas para eles podem chegar à R$ 124 bilhões. Os governos estaduais argumentam ainda que combustíveis não devem ser considerados itens essenciais. A União, representada pela Secretaria do Tesouro Nacional, diverge sobre as perdas.

Representando a CNM, o consultor jurídico Paulo Caliendo pontuou à comissão que é preciso prever também as perdas dos Municípios, que possuem participação de 25% no ICMS. Ele apontou a possibilidade de compensação de débitos com a União, com a Previdência, que é um pleito antigo da entidade municipalista.

Estimativa CNM
De acordo com dados da Confederação, o impacto global da Lei Complementar 194/2022 (que reduziu a alíquota de ICMS de combustíveis e outros setores a um teto de 17% a 18%) é de cerca de R$ 91,6 bilhões por ano para governos estaduais e municipais. Nos Estados, o impacto da cota-parte do ICMS somente para as áreas de saúde e educação está estimado em R$ 27,76 bilhões ao ano. Por consequência, os Municípios – que têm direito a 25% do total de ICMS arrecadado pelos Estados – terão impacto global de R$ 22 bilhões, sendo desse total R$ 11,11 bilhões ao ano de redução para saúde e educação.

O objetivo da comissão especial, segundo o STF, é apresentar propostas para solucionar o impasse federativo e, eventualmente, para outras demandas em curso no Supremo. O prazo para conclusão dos trabalhos é 4 de novembro.

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